Jornal Cachoeiras 28 08 2010
Desde que o Imperador romano Cesar Augusto, para não ficar atrás de Julio César homenageado com o mês de julho, colocou 31 dias no seu agosto as coisas não deram certo para este mês carregado de agouros e superstições.
Agosto carrega fatos que corroboram sua negatividade - o start da primeira grande guerra, o suicídio de Vargas, a edificação do muro de Berlim, o início da matança entre Católicos e Protestantes na Irlanda, a desintegração de quase 150 mil pessoas em Nagasaki e Hiroshima, renuncia de Jânio Quadros, morte súbita de Juscelino Kubitschek e o ataque do cachorro louco. Não é a toa que a campanha anual de vacinação anti-rábica é realizada em setembro, logo após agosto.
Deixando as superstições e magias à parte, a verdade é que a grande luminosidade dessa época do ano incita o cio e a sexualidade dos mamíferos, e em conseqüência a promiscuidade e contendas com a inevitável disseminação do letal vírus da raiva, principalmente nos cães de rua. No Brasil o transmissor do Rabdovírus para os animais é o morcego hematófago (Desmodus rotundus). Na raiva humana o principal reservatório é o cão, mas outros mamíferos também podem estar envolvidos. A única forma de transmissão conhecida entre humanos é através do transplante de córnea.
Na Grécia antiga Aristóteles, o aluno de Platão, já alertava sobre o perigo da mordida dos cães raivosos, época em que pensavam que a sede intensa, insatisfação sexual, hiper excitabilidade ou ingestão de alimentos muito quentes causava raiva.
A partir do local mordido, arranhado ou lambido, as partículas virais contidas na saliva ganham os axônios das terminações nervosas, propagando-se em direção à medula espinhal e cérebro, numa velocidade de 1 mm por hora. A vítima fica consciente em toda sua progressão, vivenciando o quadro clínico da fase de excitação, com espasmos alucinantes da laringe e faringe e dores lancinantes ao ingerir água e alimentos, o que ocasiona um medo intenso de líquidos, daí o nome hidrofobia. Nesta fase pode ocorrer hostilidade, agressão, alucinação e ansiedade extrema decorrente de estímulos aleatórios visuais e acústicos. A fase paralítica termina em asfixia, coma e morte.
Animais susceptíveis a raiva devem ser vacinados anualmente, e acidentes com os mesmos requer atenção dos serviços de saúde impreterivelmente.
Vacine seu cão e gato contra a raiva, em beneficio de homens e animais.
“Homenageio com este trabalho o maior especialista em raiva que se teve notícia, meu professor de virologia Dr. Renato Silva que muito contribuiu com seu saber nas salas da UFRRJ.”
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Que mico!
Jornal Cachoeiras 21 08 2010
Faltam menos de 10 % para a aniquilação total da Mata Atlântica, mas mesmo assim ela ainda detém a maior diversidade de todos os ecossistemas do planeta, só perdendo para as florestas de Madagascar, que também tem sérios problemas ambientais. Um único hectare da Atlântica comporta mais espécies de árvores do que todo continente europeu.
Oriundos da caatinga arbórea da região do Velho Chico e do Cerrado Baiano, as populações de sagüis de tufo preto (Callithrix penicillata) e o de tufo branco (Callithrix jacchus), crescem em progressão geométrica no novo lar, causando reflexos negativos na vida da mata fluminense.
Ameaçados estão o sagüi-da-serra (Callithrix flaviceps), o “caveirinha” sagüi-da-serra-escuro (Callithrix aurita) e o mico leão dourado (Leontopithecus rosalia). Também reclamam da “ocupação” os sabiás, os sanhaços e outros passeriformes que perdem seus ovos para os pequenos primatas nordestinos. Estes grileiros calitriquiídeos predam, roubam a moradia e saqueiam o alimento dos primatas cariocas. Sob o ponto de vista da saúde pública hospedam o herpes vírus e são um dos principais transmissores da temida raiva humana no Nordeste Brasileiro.
A invasão de um habitat por espécies não autóctones ocasiona outro problema, a temida hibridação com o crescimento de populações mestiças que tendem a tomar o lugar dos habitantes locais, pondo em xeque os programas de conservação.
Atualmente o animal exótico é a segunda maior ameaça à biodiversidade em todo mundo, só ficando atrás do desmatamento e da queimada. No país existe perto de meia centena deles, dos quais a rã touro, o mexilhão vermelho, o búfalo, o javali e o caramujo africano preocupam por sua alta dispersão. O mexilhão foi o único não solto na natureza; chegou a nós vindos dos rios chineses na água de lastro dos navios.
É uma tendência humana alimentar estes primatas silvestres, o que não é bom nem para eles e nem para o meio ambiente. O ideal seria removê-los do habitat ou, esterilizar suas populações através de meios contraceptivos, o que não é barato.
Há relatos da soltura de micos resgatados por órgãos de controle ambiental em atividades de fiscalização, colaborando com a dispersão dos sagüis invasores. Que mico!
Faltam menos de 10 % para a aniquilação total da Mata Atlântica, mas mesmo assim ela ainda detém a maior diversidade de todos os ecossistemas do planeta, só perdendo para as florestas de Madagascar, que também tem sérios problemas ambientais. Um único hectare da Atlântica comporta mais espécies de árvores do que todo continente europeu.
Oriundos da caatinga arbórea da região do Velho Chico e do Cerrado Baiano, as populações de sagüis de tufo preto (Callithrix penicillata) e o de tufo branco (Callithrix jacchus), crescem em progressão geométrica no novo lar, causando reflexos negativos na vida da mata fluminense.
Ameaçados estão o sagüi-da-serra (Callithrix flaviceps), o “caveirinha” sagüi-da-serra-escuro (Callithrix aurita) e o mico leão dourado (Leontopithecus rosalia). Também reclamam da “ocupação” os sabiás, os sanhaços e outros passeriformes que perdem seus ovos para os pequenos primatas nordestinos. Estes grileiros calitriquiídeos predam, roubam a moradia e saqueiam o alimento dos primatas cariocas. Sob o ponto de vista da saúde pública hospedam o herpes vírus e são um dos principais transmissores da temida raiva humana no Nordeste Brasileiro.
A invasão de um habitat por espécies não autóctones ocasiona outro problema, a temida hibridação com o crescimento de populações mestiças que tendem a tomar o lugar dos habitantes locais, pondo em xeque os programas de conservação.
Atualmente o animal exótico é a segunda maior ameaça à biodiversidade em todo mundo, só ficando atrás do desmatamento e da queimada. No país existe perto de meia centena deles, dos quais a rã touro, o mexilhão vermelho, o búfalo, o javali e o caramujo africano preocupam por sua alta dispersão. O mexilhão foi o único não solto na natureza; chegou a nós vindos dos rios chineses na água de lastro dos navios.
É uma tendência humana alimentar estes primatas silvestres, o que não é bom nem para eles e nem para o meio ambiente. O ideal seria removê-los do habitat ou, esterilizar suas populações através de meios contraceptivos, o que não é barato.
Há relatos da soltura de micos resgatados por órgãos de controle ambiental em atividades de fiscalização, colaborando com a dispersão dos sagüis invasores. Que mico!
sábado, 14 de agosto de 2010
O inseto da bananeira
Jornal Cachoeiras 14 08 2010
Este díptero culicóide de hábito diurno sorve nosso sangue não pra se alimentar - pois seu cardápio é constituído basicamente de extratos vegetais - mas para maturar os seus ovos.
O mosquito pólvora ou maruim – que em tupi guarani quer dizer mosca pequena - ataca principalmente no crepúsculo. Há muita coceira e dor local provocada pela presença de uma alergênica proteína na sua saliva, o que pode resultar em distúrbios na pele decorrentes dos microtraumas oriundos da intensa coçadura.
Por ser minúsculo não é muito notado e voa pouco, não se distanciando muito do seu local de eclosão; é mais ativo na estação quente.
Além do incômodo doloroso pode transmitir algumas enfermidades durante o repasto sanguíneo. Em algumas regiões do Norte é responsável por epidemias da “febre de Oropouche” e de outras encefalites viróticas no homem. Em locais endêmicos veicula o verme nematóide Wuchereria agente causador da filariose ou elenfatíase. É também responsável pela transmissão do vírus da língua azul (blue tong) nos animais biungulados.
Prolifera na matéria orgânica das quentes e úmidas matas riachos e brejos; o principal nicho para a sua reprodução é o pseudocaule, folha, engaço e coração da Musaceae (bananeira) em decomposição. Sua densidade é maior nas proximidades das plantações de banana.
Colocar telas finas nas portas e janelas, vestir calças e camisas de manga comprida e utilizar inseticidas com precaução são maneiras de se proteger da investida deste artrópode.
Uma receita caseira para aliviar a prurido e minimizar a vermelhidão na pele é colocar no local uma pasta espessa de maizena com vinagre.
È importante para o seu controle um manejo racional do cultivo da banana. O maruim também se alimenta no apodrecimento da casca do arroz e outros restos de plantações.
Seus predadores naturais provavelmente são os anfíbios e as aves.
Este díptero culicóide de hábito diurno sorve nosso sangue não pra se alimentar - pois seu cardápio é constituído basicamente de extratos vegetais - mas para maturar os seus ovos.
O mosquito pólvora ou maruim – que em tupi guarani quer dizer mosca pequena - ataca principalmente no crepúsculo. Há muita coceira e dor local provocada pela presença de uma alergênica proteína na sua saliva, o que pode resultar em distúrbios na pele decorrentes dos microtraumas oriundos da intensa coçadura.
Por ser minúsculo não é muito notado e voa pouco, não se distanciando muito do seu local de eclosão; é mais ativo na estação quente.
Além do incômodo doloroso pode transmitir algumas enfermidades durante o repasto sanguíneo. Em algumas regiões do Norte é responsável por epidemias da “febre de Oropouche” e de outras encefalites viróticas no homem. Em locais endêmicos veicula o verme nematóide Wuchereria agente causador da filariose ou elenfatíase. É também responsável pela transmissão do vírus da língua azul (blue tong) nos animais biungulados.
Prolifera na matéria orgânica das quentes e úmidas matas riachos e brejos; o principal nicho para a sua reprodução é o pseudocaule, folha, engaço e coração da Musaceae (bananeira) em decomposição. Sua densidade é maior nas proximidades das plantações de banana.
Colocar telas finas nas portas e janelas, vestir calças e camisas de manga comprida e utilizar inseticidas com precaução são maneiras de se proteger da investida deste artrópode.
Uma receita caseira para aliviar a prurido e minimizar a vermelhidão na pele é colocar no local uma pasta espessa de maizena com vinagre.
È importante para o seu controle um manejo racional do cultivo da banana. O maruim também se alimenta no apodrecimento da casca do arroz e outros restos de plantações.
Seus predadores naturais provavelmente são os anfíbios e as aves.
sábado, 31 de julho de 2010
Habitantes da noite
Jornal Cachoeiras 31 07 2010
Das espécies de ratos existentes em nosso meio a ratazana, gabiru ou rato de esgoto é a que possui maior importância com relação à saúde pública. Esses asquerosos habitantes da noite difundem leptospirose, tifo, antavirose e peste bubônica entre outras zoonoses; causam prejuízos econômicos contaminando alimentos, destruindo utensílios e edificações, e dão à cidade um aspecto de desleixo e insalubridade. Seu surgimento durante o dia é indicativo de altíssima infestação
Estes comensais fossoriais são agressivos e bem organizados. Suas comunidades - formadas por adultos dominantes e, velhos, doentes e fracos dominados - são neofóbicas, isto é, possuem aversão a tudo que é novo; na presença de uma nova fonte de alimento os membros sobrepujados serão usados no primeiro contato, se morrerem o restante da colônia a ignorará.
A estabilidade da colônia de Rattus norvegicus é dependente de três condições básicas: água, abrigo e alimentos encontrados no lixo e seus bolsões. O seu tamanho tem relação direta com a oferta de nutrimentos: quanto maior mais indivíduos nascerão, e com sua diminuição, a baixa fertilidade, a competição entre colônias e o canibalismo serão fatores limitantes a proliferação.
A utilização de venenos como medida de controle representa risco às espécies animais não alvos, além de acarretar impacto ao meio ambiente pela contaminação da água e do solo. A desratização química é utilizada quando as atividades preventivas - que passam pela educação sanitária, tratamento do lixo e saneamento básico – são ineficientes ou não são adotadas; o uso de raticidas por si só não representa eficácia nas ações de combate e sua utilização requer cuidados e bom senso na aplicação, para que acidentes desagradáveis não aconteçam. Sem um programa de anti-ratização adequado, as atividades de controle serão incipientes, já que a dinâmica populacional desses sinantrópicos é bastante acentuada.
Contribua com o setor municipal de combate aos roedores não jogando detritos nas ruas e margens dos rios, mantendo limpos quintais e terrenos baldios, evitando entulhos no peri-domicílio e dispondo o lixo na rua pouco antes da passagem do caminhão de coleta.
Das espécies de ratos existentes em nosso meio a ratazana, gabiru ou rato de esgoto é a que possui maior importância com relação à saúde pública. Esses asquerosos habitantes da noite difundem leptospirose, tifo, antavirose e peste bubônica entre outras zoonoses; causam prejuízos econômicos contaminando alimentos, destruindo utensílios e edificações, e dão à cidade um aspecto de desleixo e insalubridade. Seu surgimento durante o dia é indicativo de altíssima infestação
Estes comensais fossoriais são agressivos e bem organizados. Suas comunidades - formadas por adultos dominantes e, velhos, doentes e fracos dominados - são neofóbicas, isto é, possuem aversão a tudo que é novo; na presença de uma nova fonte de alimento os membros sobrepujados serão usados no primeiro contato, se morrerem o restante da colônia a ignorará.
A estabilidade da colônia de Rattus norvegicus é dependente de três condições básicas: água, abrigo e alimentos encontrados no lixo e seus bolsões. O seu tamanho tem relação direta com a oferta de nutrimentos: quanto maior mais indivíduos nascerão, e com sua diminuição, a baixa fertilidade, a competição entre colônias e o canibalismo serão fatores limitantes a proliferação.
A utilização de venenos como medida de controle representa risco às espécies animais não alvos, além de acarretar impacto ao meio ambiente pela contaminação da água e do solo. A desratização química é utilizada quando as atividades preventivas - que passam pela educação sanitária, tratamento do lixo e saneamento básico – são ineficientes ou não são adotadas; o uso de raticidas por si só não representa eficácia nas ações de combate e sua utilização requer cuidados e bom senso na aplicação, para que acidentes desagradáveis não aconteçam. Sem um programa de anti-ratização adequado, as atividades de controle serão incipientes, já que a dinâmica populacional desses sinantrópicos é bastante acentuada.
Contribua com o setor municipal de combate aos roedores não jogando detritos nas ruas e margens dos rios, mantendo limpos quintais e terrenos baldios, evitando entulhos no peri-domicílio e dispondo o lixo na rua pouco antes da passagem do caminhão de coleta.
sábado, 24 de julho de 2010
Rosa de mau cheiro e areia grossa
(Jornal Cachoeiras 24/07/2010)
Conhecido pelos gregos da antiguidade como a "rosa de mau cheiro", há mais de cinco mil anos é utilizado em virtude das suas propriedades medicinais. Não é a toa que Nero, o incendiário, abusava do seu consumo, chegando até a interromper o consumo de outro alimento. As culturas egípcia, indiana, grega e romana já sabiam que essa raiz arrestava qualidades na prevenção e cura das doenças.
O alho (Allium sativum) possui entre outras inúmeras propriedades medicinais, atividade antimicrobiana, antiparasitária e antiviral. Nas feridas e na pele inflamada inibe a agregação plaquetária e ativa a fibrinólise facilitando o processo de cicatrização. São parte de sua composição as fructosanas, alliin (um derivado do aminoácido cisteína, responsável pelo seu odor característico), vitaminas, adenosina, e sais minerais. Pesquisadores descobriram que o alho aumenta a atividade das células exterminadoras naturais (natural killer), destruidoras das células cancerosas.
Também remonta à antiguidade, as propriedades medicinais do açúcar na cicatrização de feridas. Pesquisas recentes revelam seu grande poder na formação de tecido de epitelização nas infecções da pele dos animais.
Este carboidrato possui ação antibacteriana fenomenal e não foram demonstrados reações adversas e efeitos colaterais quando utilizados em animais diabéticos.
O açúcar cria um ambiente com baixo teor de umidade e conseqüente alta osmolaridade no tecido infectado, diminuindo a proliferação de microorganismos patogênicos, além de atrair para a ferida os macrófagos (células brancas), especializados na remoção de tecidos desvitalizados, presentes nos processos necrosantes. Este eficiente cicatrizante possui outra grande vantagem, como o alho, é acessível e barato. Os cremes e pomadas disponibilizados pela indústria farmacêutica são muito caros e alguns inacessíveis a maioria dos consumidores.
A propósito, a palavra açúcar vem do árabe “al zukkar” e tem sua origem primitiva no termo sânscrito “sharkara” que significa “areia grossa”.
Conhecido pelos gregos da antiguidade como a "rosa de mau cheiro", há mais de cinco mil anos é utilizado em virtude das suas propriedades medicinais. Não é a toa que Nero, o incendiário, abusava do seu consumo, chegando até a interromper o consumo de outro alimento. As culturas egípcia, indiana, grega e romana já sabiam que essa raiz arrestava qualidades na prevenção e cura das doenças.
O alho (Allium sativum) possui entre outras inúmeras propriedades medicinais, atividade antimicrobiana, antiparasitária e antiviral. Nas feridas e na pele inflamada inibe a agregação plaquetária e ativa a fibrinólise facilitando o processo de cicatrização. São parte de sua composição as fructosanas, alliin (um derivado do aminoácido cisteína, responsável pelo seu odor característico), vitaminas, adenosina, e sais minerais. Pesquisadores descobriram que o alho aumenta a atividade das células exterminadoras naturais (natural killer), destruidoras das células cancerosas.
Também remonta à antiguidade, as propriedades medicinais do açúcar na cicatrização de feridas. Pesquisas recentes revelam seu grande poder na formação de tecido de epitelização nas infecções da pele dos animais.
Este carboidrato possui ação antibacteriana fenomenal e não foram demonstrados reações adversas e efeitos colaterais quando utilizados em animais diabéticos.
O açúcar cria um ambiente com baixo teor de umidade e conseqüente alta osmolaridade no tecido infectado, diminuindo a proliferação de microorganismos patogênicos, além de atrair para a ferida os macrófagos (células brancas), especializados na remoção de tecidos desvitalizados, presentes nos processos necrosantes. Este eficiente cicatrizante possui outra grande vantagem, como o alho, é acessível e barato. Os cremes e pomadas disponibilizados pela indústria farmacêutica são muito caros e alguns inacessíveis a maioria dos consumidores.
A propósito, a palavra açúcar vem do árabe “al zukkar” e tem sua origem primitiva no termo sânscrito “sharkara” que significa “areia grossa”.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O cão do futuro
(Jornal Cachoeiras 17 07 2010)
Correntes, coleiras e enforcadores serão coisas do passado, assim como os claustrofóbicos canis e suas insalubridades. A carrocinha será substituída pelo “camburacão”, veículo adaptado a transportar para os centros de reabilitação - tipo as penitenciárias de hoje, só que mais humanos - os cães que cometerem crimes e delitos ao seu meio social. O cão do futuro continuará sendo o maior amigo do homem, lhe prestará utilidade e inteligência numa forma harmônica e desinteressada.
Esses animais são dotados de diversas aptidões. Como co-terapeutas são treinados para detectar tumores malignos, principalmente do aparelho urinário, quando sentem o odor de substancias exalado pela urina, e percebem uma crise hiperglicêmica em pacientes diabéticos; choramingando, latindo e tremendo.
O bem estar proporcionado pelo animal de estimação e a vantagem de tê-los presente participando da dinâmica familiar são imensuráveis; fazem companhia, minimizam o stress do cotidiano, geram segurança, dão afeto e acima de tudo, são fieis e amam incondicionalmente.
São muitos os relatos da sua importância no convívio com o homem; participando na reabilitação de doentes mentais, acompanhando o desenvolvimento infantil, no auxílio aos deficientes físicos, dividindo a vida com os solitários e com os que de alguma forma vêem nesses domesticados seres a essência divina.
Os médicos veterinários além das avançadas terapias e dos modernos meios diagnósticos utilizarão procedimentos etológicos e a psicologia animal em prol do bem estar do seu paciente.
Como nem tudo é paraíso, os cidadãos caninos do futuro serão também arrastados para os distúrbios e conflitos das famílias as quais pertencem, absorvendo os erros físicos e mentais do averno humano.
Correntes, coleiras e enforcadores serão coisas do passado, assim como os claustrofóbicos canis e suas insalubridades. A carrocinha será substituída pelo “camburacão”, veículo adaptado a transportar para os centros de reabilitação - tipo as penitenciárias de hoje, só que mais humanos - os cães que cometerem crimes e delitos ao seu meio social. O cão do futuro continuará sendo o maior amigo do homem, lhe prestará utilidade e inteligência numa forma harmônica e desinteressada.
Esses animais são dotados de diversas aptidões. Como co-terapeutas são treinados para detectar tumores malignos, principalmente do aparelho urinário, quando sentem o odor de substancias exalado pela urina, e percebem uma crise hiperglicêmica em pacientes diabéticos; choramingando, latindo e tremendo.
O bem estar proporcionado pelo animal de estimação e a vantagem de tê-los presente participando da dinâmica familiar são imensuráveis; fazem companhia, minimizam o stress do cotidiano, geram segurança, dão afeto e acima de tudo, são fieis e amam incondicionalmente.
São muitos os relatos da sua importância no convívio com o homem; participando na reabilitação de doentes mentais, acompanhando o desenvolvimento infantil, no auxílio aos deficientes físicos, dividindo a vida com os solitários e com os que de alguma forma vêem nesses domesticados seres a essência divina.
Os médicos veterinários além das avançadas terapias e dos modernos meios diagnósticos utilizarão procedimentos etológicos e a psicologia animal em prol do bem estar do seu paciente.
Como nem tudo é paraíso, os cidadãos caninos do futuro serão também arrastados para os distúrbios e conflitos das famílias as quais pertencem, absorvendo os erros físicos e mentais do averno humano.
sábado, 3 de julho de 2010
Totó canarinho
(Jornal Cachoeiras 03/07/2010)
Para ele a copa do mundo não está tão emocionante assim, também pudera ter que desfilar nos jogos da seleção com aquela cafona fantasia amarela rodeada de babados verdes, não há pitbul que resista; alguns tecidos utilizados na confecção desses adereços podem até provocar-lhe alergias cutâneas.
A pele dos cães é periodicamente coberta por uma fina camada natural de secreção que a protege de agentes externos naturais ou artificiais que ameacem a sua integridade. Grande parte dos distúrbios que afetam esses animais advém de asseio inadequado, uso de produtos com ph impróprio, alimentação alergênica ou excesso de banho que acaba removendo aquela fina capa de proteção vital para a saúde da sua pele.
Outro motivo pelo qual não gostam da copa é ter que ouvir estrondosos puns emanados dos imprudentes artifícios explosivos. O homem é capaz de perceber ondas sonoras na freqüência de 16 a 20 mil hertz, já os cães as percebem nos limites de 10 a 40 mil hertz, na verdade o que escutamos a 500 metros eles ouvem a dois quilômetros e por incrível que pareça localizam a origem do barulho em seis centésimos de segundo e ainda escutam os inaudíveis ultra-sons com ondas perto de 60 kHz.
O pavor que os cães sentem ante a explosão de trovoadas ou fogos de artifício é atávico, no fundo sabem há séculos que raios atmosféricos e tiros matam. Sua capacidade auditiva é bem maior do que a nossa, o estouro de uma bomba que somente nos incomoda é insuportável para a aguçada audição canina. Alguns animais desorientados pelo medo fogem pra rua podendo ser atropelados, ou caírem estatelados vítimas de um súbito ataque cardíaco.
Os animais não devem receber afagos durante essas crises fóbicas, esta atitude pode reforçar ainda mais o seu comportamento de medo. Os paliativos sedativos e tranqüilizantes só atenuam o problema; tem-se notado bons resultados com a utilização da “dessensibilização programada” principalmente quando aplicada durante a fase de socialização. No tratamento o animal é exposto a um crescente e paulatino ruído sonoro até o controle dessa síndrome de pânico.
Para ele a copa do mundo não está tão emocionante assim, também pudera ter que desfilar nos jogos da seleção com aquela cafona fantasia amarela rodeada de babados verdes, não há pitbul que resista; alguns tecidos utilizados na confecção desses adereços podem até provocar-lhe alergias cutâneas.
A pele dos cães é periodicamente coberta por uma fina camada natural de secreção que a protege de agentes externos naturais ou artificiais que ameacem a sua integridade. Grande parte dos distúrbios que afetam esses animais advém de asseio inadequado, uso de produtos com ph impróprio, alimentação alergênica ou excesso de banho que acaba removendo aquela fina capa de proteção vital para a saúde da sua pele.
Outro motivo pelo qual não gostam da copa é ter que ouvir estrondosos puns emanados dos imprudentes artifícios explosivos. O homem é capaz de perceber ondas sonoras na freqüência de 16 a 20 mil hertz, já os cães as percebem nos limites de 10 a 40 mil hertz, na verdade o que escutamos a 500 metros eles ouvem a dois quilômetros e por incrível que pareça localizam a origem do barulho em seis centésimos de segundo e ainda escutam os inaudíveis ultra-sons com ondas perto de 60 kHz.
O pavor que os cães sentem ante a explosão de trovoadas ou fogos de artifício é atávico, no fundo sabem há séculos que raios atmosféricos e tiros matam. Sua capacidade auditiva é bem maior do que a nossa, o estouro de uma bomba que somente nos incomoda é insuportável para a aguçada audição canina. Alguns animais desorientados pelo medo fogem pra rua podendo ser atropelados, ou caírem estatelados vítimas de um súbito ataque cardíaco.
Os animais não devem receber afagos durante essas crises fóbicas, esta atitude pode reforçar ainda mais o seu comportamento de medo. Os paliativos sedativos e tranqüilizantes só atenuam o problema; tem-se notado bons resultados com a utilização da “dessensibilização programada” principalmente quando aplicada durante a fase de socialização. No tratamento o animal é exposto a um crescente e paulatino ruído sonoro até o controle dessa síndrome de pânico.
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