Jornal Cachoeiras 12 02 2011
Cada fêmea matura centenas de ovos com o sangue tirado do seu hospedeiro que eclodirão num irrequieto bando de larvas sedentas. Em pouco tempo ela morrerá deixando milhares de descendentes.
Os cães são os preferidos da vampiresca investida dos carrapatos, por razões óbvias os acorrentados, os encarcerados, os ignorados e os mal tratados são os mais vulneráveis.
Diferente de outras espécies, o “carrapato vermelho” do cão tem geotropismo negativo. Procura esconderijo acima do solo, nos muros e paredes do canil. Um intenso parasitismo pode levar a uma severa anemia e maior probabilidade de adquirir graves doenças, como a erlishiose e babesiose, bastante comuns em nosso meio.
O “carrapato estrela” ataca cavalos, capivaras e com menor freqüência outras espécies, eventualmente nos abordam. Transmitem a letal febre maculosa causada pela bactéria “Rickettsia rickettsii”; é uma zoonose em plena expansão.
Com o objetivo de alcançar três milhões de animais, a Prefeitura de São Paulo introduzirá num período de dois anos quase quinhentos mil “microchips” em cães e gatos daquela cidade, evitando com essa medida a proliferação de zoonoses urbanas.
Usar roupa adequada quando em locais infestados e manter o animal e o ambiente livre de carrapatos, são medidas necessárias. A retirada manual do artrópode é desaconselhada, parte do seu aparelho bucal pode ficar retida na pele causando infecção local.
É comum desprendê-lo com cabeça de fósforos quente, mas o “stress” provocado pelo calor faz com que o carrapato, se portador, libere bactérias e protozoários no local da picada.
Não deixe seu cão ser banquete para esses temíveis hematófagos.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Os cães pagam o pato
Jornal Cachoeiras 05 02 2011
Os agravos ao meio ambiente levam a urbanização de vetores de enfermidades silvestres, inclusive o Lutzomyia, popularmente conhecido como mosquito palha, cangalinha ou birigui, transmissor dos protozoários flagelados do gênero Leishimania ao homem e animais.
A fêmea deste díptero sai à caça de sangue, preferencialmente no crepúsculo, à noite e durante o dia em ambientes úmidos e sombrios. Não é difícil identificá-lo: é pequeno, peludo, castanho claro ou palha, voa saltitando e em pouso suas asas ficam entreabertas e ligeiramente levantadas. Proliferam em chiqueiros, galinheiros, enfim em locais com matéria orgânica em decomposição, próximos a mata e nas encostas dos morros.
O processo migratório do homem e seus animais têm contribuído sobremaneira para a dispersão geográfica de importantes zoonoses, dentre elas as que têm como agentes organismos unicelulares. Um exemplo é a doença de Chagas e as Leishmanioses em franca expansão territorial.
Na esfera doméstica o cão é o principal reservatório da enfermidade e o tratamento geralmente não resulta em cura etiológica, tornando-o um portador assintomático. No ambiente silvestre, a raposa e outros canídeos são os hospedeiros naturais.
Em muitos países o tratamento da Leishmaniose canina é permitido, por aqui o Ministério da Saúde veda terapia com medicamentos humanos e não reconhece a utilização de vacinas no seu controle, apesar da Organização Mundial de Saúde não falar em eutanásia quando se refere ao Calazar.
Existem meios e procedimentos, apesar de não serem baratos, para o controle da Leishmaniose canina que deve ser acompanhado por um médico veterinário habilitado.
Que é um problema de saúde pública é incontestável, porém os cães pagarem o pato pelos surtos de doenças que nós provocamos quando desequilibramos o meio ambiente, é além de contra senso uma desumanidade.
Os agravos ao meio ambiente levam a urbanização de vetores de enfermidades silvestres, inclusive o Lutzomyia, popularmente conhecido como mosquito palha, cangalinha ou birigui, transmissor dos protozoários flagelados do gênero Leishimania ao homem e animais.
A fêmea deste díptero sai à caça de sangue, preferencialmente no crepúsculo, à noite e durante o dia em ambientes úmidos e sombrios. Não é difícil identificá-lo: é pequeno, peludo, castanho claro ou palha, voa saltitando e em pouso suas asas ficam entreabertas e ligeiramente levantadas. Proliferam em chiqueiros, galinheiros, enfim em locais com matéria orgânica em decomposição, próximos a mata e nas encostas dos morros.
O processo migratório do homem e seus animais têm contribuído sobremaneira para a dispersão geográfica de importantes zoonoses, dentre elas as que têm como agentes organismos unicelulares. Um exemplo é a doença de Chagas e as Leishmanioses em franca expansão territorial.
Na esfera doméstica o cão é o principal reservatório da enfermidade e o tratamento geralmente não resulta em cura etiológica, tornando-o um portador assintomático. No ambiente silvestre, a raposa e outros canídeos são os hospedeiros naturais.
Em muitos países o tratamento da Leishmaniose canina é permitido, por aqui o Ministério da Saúde veda terapia com medicamentos humanos e não reconhece a utilização de vacinas no seu controle, apesar da Organização Mundial de Saúde não falar em eutanásia quando se refere ao Calazar.
Existem meios e procedimentos, apesar de não serem baratos, para o controle da Leishmaniose canina que deve ser acompanhado por um médico veterinário habilitado.
Que é um problema de saúde pública é incontestável, porém os cães pagarem o pato pelos surtos de doenças que nós provocamos quando desequilibramos o meio ambiente, é além de contra senso uma desumanidade.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Comigo ninguém pode
Jornal Cachoeiras 29 01 2011
Cuidar, alimentar, atender as necessidades básicas e ter respeito não só pelo indivíduo, mas pela própria vida animal, são fatores indispensáveis para o sucesso da relação com outras espécies.
O equilíbrio na alimentação desde a tenra idade é primordial para uma vida saudável e para o bom funcionamento dos sistemas do organismo de cães e gatos. A atenção alimentar passa pela quantidade ministrada, freqüência e principalmente pela qualidade dos nutrientes oferecidos.
Alguns produtos da nossa gastronomia não são adequados aos animais. A teobromina do chocolate; o n-propil dussulfito presente na cebola; a persina do abacate; o alcalóide solamina, encontrado na batata, cará, inhame e aipim crus; o ácido cianídrico liberado por substâncias presentes nas sementes de algumas frutas como o damasco e o pêssego; o cylitol que entra na composição das balas e pirulitos são exemplos de algumas toxinas que podem causar sérios problemas de saúde nos animais.
Estimulantes como o café e o chá preto, bebida alcoólica, uva e passas, laranja, lúpulo, folha e caule de legume, cereja, pêra, feijão, amêndoa, parte verde da batata, ameixa, osso de galinha e alimento deteriorado também são inadequados. A uva, em qualquer de suas apresentações, possui uma toxina, até então desconhecida muito perigosa para os gatos.
A antrometotoxina da azaléa; o oxalato de cálcio do comigo ninguém pode e copo de leite; os alcalóides beladonados da trombeta; os glicosídeos cardiotóxicos da espirradeira e a toxalbumina da mamona, pinhão roxo e costela de adão devem ficar distantes dos curiosos animais de estimação.
Cuidar, alimentar, atender as necessidades básicas e ter respeito não só pelo indivíduo, mas pela própria vida animal, são fatores indispensáveis para o sucesso da relação com outras espécies.
O equilíbrio na alimentação desde a tenra idade é primordial para uma vida saudável e para o bom funcionamento dos sistemas do organismo de cães e gatos. A atenção alimentar passa pela quantidade ministrada, freqüência e principalmente pela qualidade dos nutrientes oferecidos.
Alguns produtos da nossa gastronomia não são adequados aos animais. A teobromina do chocolate; o n-propil dussulfito presente na cebola; a persina do abacate; o alcalóide solamina, encontrado na batata, cará, inhame e aipim crus; o ácido cianídrico liberado por substâncias presentes nas sementes de algumas frutas como o damasco e o pêssego; o cylitol que entra na composição das balas e pirulitos são exemplos de algumas toxinas que podem causar sérios problemas de saúde nos animais.
Estimulantes como o café e o chá preto, bebida alcoólica, uva e passas, laranja, lúpulo, folha e caule de legume, cereja, pêra, feijão, amêndoa, parte verde da batata, ameixa, osso de galinha e alimento deteriorado também são inadequados. A uva, em qualquer de suas apresentações, possui uma toxina, até então desconhecida muito perigosa para os gatos.
A antrometotoxina da azaléa; o oxalato de cálcio do comigo ninguém pode e copo de leite; os alcalóides beladonados da trombeta; os glicosídeos cardiotóxicos da espirradeira e a toxalbumina da mamona, pinhão roxo e costela de adão devem ficar distantes dos curiosos animais de estimação.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Os grandes farejadores
Cachoeiras Jornal 15 01 2011
O azul da Gasconha originaria da francesa província da Gascogne é a mais antiga raça de cães farejadores que se tem notícia. Os cães com esta característica são utilíssimos como adjuvantes nas operações de salvamento das grandes tragédias humanas.
Para ser um desses heróis anônimos o animal precisa ser bastante curioso, brincalhão, ter excelente olfato, ser dócil, destemido, de tamanho adequado e resistente. As raças mais utilizadas são o pastor, o boxer, o dobermann, o golden e o labrador, que detém o título de grande farejador com suas 250 milhões células olfativas; na frente do pastor com 220 e Fox terrier com 175. Os mais utilizados são os flexíveis e adestráveis pastores e o labrador com seu olfato excepcional.
Esses animais possuem um perfil que lhes conferem aptidão para o resgate de vitimas nas tragédias naturais, nos desabamentos e em e outros dramas humanos.
Apesar de não possuírem boa visão a sua cambimetria de quase 270º lhes conferem um espectro visual privilegiado, útil na procura em escombros. A cambimetria humana é de 180º.
Os cães de resgate quando encontram uma vítima com vida latem incessantemente recomendando ação rápida de socorro, do contrario a rapidez já não é tão necessária.
Os grandes farejadores sempre juntos dos bombeiros e policiais são também utilizados na busca de explosivos, procura de pessoas perdidas e detecção de drogas, que teve início no Vietnam quando os soldados americanos tiveram graves envolvimentos com a heroína.
Cães geólogos acham minerais sob o solo, meteorologistas prevêem as intempéries e os trufeiros localizam trufas. Tem os que encontram obras de arte roubadas, os que percebem vazamentos de gás e outros que auxiliam na elucidação de crimes como os cães forenses.
O azul da Gasconha originaria da francesa província da Gascogne é a mais antiga raça de cães farejadores que se tem notícia. Os cães com esta característica são utilíssimos como adjuvantes nas operações de salvamento das grandes tragédias humanas.
Para ser um desses heróis anônimos o animal precisa ser bastante curioso, brincalhão, ter excelente olfato, ser dócil, destemido, de tamanho adequado e resistente. As raças mais utilizadas são o pastor, o boxer, o dobermann, o golden e o labrador, que detém o título de grande farejador com suas 250 milhões células olfativas; na frente do pastor com 220 e Fox terrier com 175. Os mais utilizados são os flexíveis e adestráveis pastores e o labrador com seu olfato excepcional.
Esses animais possuem um perfil que lhes conferem aptidão para o resgate de vitimas nas tragédias naturais, nos desabamentos e em e outros dramas humanos.
Apesar de não possuírem boa visão a sua cambimetria de quase 270º lhes conferem um espectro visual privilegiado, útil na procura em escombros. A cambimetria humana é de 180º.
Os cães de resgate quando encontram uma vítima com vida latem incessantemente recomendando ação rápida de socorro, do contrario a rapidez já não é tão necessária.
Os grandes farejadores sempre juntos dos bombeiros e policiais são também utilizados na busca de explosivos, procura de pessoas perdidas e detecção de drogas, que teve início no Vietnam quando os soldados americanos tiveram graves envolvimentos com a heroína.
Cães geólogos acham minerais sob o solo, meteorologistas prevêem as intempéries e os trufeiros localizam trufas. Tem os que encontram obras de arte roubadas, os que percebem vazamentos de gás e outros que auxiliam na elucidação de crimes como os cães forenses.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Coitados dos bichinhos ETs
Jornal Cachoeiras 08 01 2011
Evidências da inteligência canina são observadas por muitos que se dedicam ao estudo do mundo animal, e pelos que mantém estreito vínculo com esta espécie.
Atitudes e comportamentos inteligentes, discernimento e emotividade, são descritos por muitos etólogos e psicólogos de cães. Com o avanço das pesquisas, o âmago psíquico do melhor amigo do homem vem sendo vasculhado e muito ainda tem para ser desvendado.
Não é por acaso que os caninos, dentre outras espécies, são os que mais vínculos possuem com os humanos; compartilhando de várias maneiras do seu mundo, no campo das relações, da psicologia e quem sabe até da espiritualidade.
Existem cães neuróticos, felizes, deprimidos, alegres e tristes e acredito que, sentimentos tidos como exclusivos do homem como ódio, ciúme, inveja, raiva, desejo e amor também fazem parte, guardando as proporções, de sua psique.
A capacidade intelectiva do Borden, seguido do Poodle, Pastor alemão e Golden retrivier são inegáveis. São considerados por Stalen Coren, como sendo os mais inteligentes das 133 raças analisadas. Porém é uma regra variável, existem muitos “vira-latas” inteligentíssimos.
Mais de duzentos juízes de prova do American Kennel Club participaram desta pesquisa, fundamentada na inteligência funcional, na facilidade com que aprendem comandos, assimilam ensinamentos e executam tarefas.
Talvez com o entendimento da alma canina, a compreensão e o respeito a esta tão importante espécie serão praticados e os erros e barbáries, até então cometidos, reparados.
Foi preciso quase levar as baleias ao extermínio para que entendêssemos a sua importância. A baleia orca foi chamada de assassina porque matava para sobreviver; como ainda fazemos com porcos, bois, cabritos, galinhas, perus e coelhos. Este cetáceo é hoje, como o cão e o golfinho, utilizado com sucesso como adjuvante na terapia de distúrbios psíquicos em humanos.
Os cães ainda são subestimados, maltratados e abandonados quando convém, porque deixou de ser o filhote engraçadinho, não era o brinquedo que o filho queria, ficou doente, porque a raça saiu de moda e vai por aí a fora.
Enfrascados humanos, ainda buscam vidas em outros planetas.
Coitados dos bichinhos ETs.
Evidências da inteligência canina são observadas por muitos que se dedicam ao estudo do mundo animal, e pelos que mantém estreito vínculo com esta espécie.
Atitudes e comportamentos inteligentes, discernimento e emotividade, são descritos por muitos etólogos e psicólogos de cães. Com o avanço das pesquisas, o âmago psíquico do melhor amigo do homem vem sendo vasculhado e muito ainda tem para ser desvendado.
Não é por acaso que os caninos, dentre outras espécies, são os que mais vínculos possuem com os humanos; compartilhando de várias maneiras do seu mundo, no campo das relações, da psicologia e quem sabe até da espiritualidade.
Existem cães neuróticos, felizes, deprimidos, alegres e tristes e acredito que, sentimentos tidos como exclusivos do homem como ódio, ciúme, inveja, raiva, desejo e amor também fazem parte, guardando as proporções, de sua psique.
A capacidade intelectiva do Borden, seguido do Poodle, Pastor alemão e Golden retrivier são inegáveis. São considerados por Stalen Coren, como sendo os mais inteligentes das 133 raças analisadas. Porém é uma regra variável, existem muitos “vira-latas” inteligentíssimos.
Mais de duzentos juízes de prova do American Kennel Club participaram desta pesquisa, fundamentada na inteligência funcional, na facilidade com que aprendem comandos, assimilam ensinamentos e executam tarefas.
Talvez com o entendimento da alma canina, a compreensão e o respeito a esta tão importante espécie serão praticados e os erros e barbáries, até então cometidos, reparados.
Foi preciso quase levar as baleias ao extermínio para que entendêssemos a sua importância. A baleia orca foi chamada de assassina porque matava para sobreviver; como ainda fazemos com porcos, bois, cabritos, galinhas, perus e coelhos. Este cetáceo é hoje, como o cão e o golfinho, utilizado com sucesso como adjuvante na terapia de distúrbios psíquicos em humanos.
Os cães ainda são subestimados, maltratados e abandonados quando convém, porque deixou de ser o filhote engraçadinho, não era o brinquedo que o filho queria, ficou doente, porque a raça saiu de moda e vai por aí a fora.
Enfrascados humanos, ainda buscam vidas em outros planetas.
Coitados dos bichinhos ETs.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Voltei. Agora com o Chikungunya
Jornal Cachoeiras 11 12 2010
As ações voltadas ao controle populacional do transmissor da dengue têm sido, anêmicas, insipientes e não conseguem envolver as pessoas nas frentes de combate. Sem este envolvimento estaremos sempre à mercê das entidades mórbidas e letais por ele veiculadas e suas epidemias.
Os casos registrados recentemente do vírus Chikungunya em São Paulo e Rio de Janeiro, contraídos na Índia ou Indonésia, põem o país em novo estado de alerta.
A doença é parecida com a dengue, e de pouca gravidade se comparada a esta; em sua cronicidade ocorrem dores intensas nas articulações das mãos e dos pés, que podem incapacitar e perdurar por até um ano. A circulação deste vírus por aqui é uma questão de tempo.
Na ilha francesa da Reunião a Febre Chikungunya, lá transmitida pelo Aedes albopictus, matou em 2006 setenta e sete pessoas e deixou doente outras 130 mil. A ilha da Reunião fica a leste de Madagascar.
As ações de combate a endemias têm de passar por todos os segmentos da sociedade; dos pesquisadores nas universidades, associações de moradores, escolas, fábricas, indústrias, até as donas de casa. A grande totalidade dos focos do mosquito está em nosso domicílio e arredores. Vasos de plantas, bandeja de geladeira e ar condicionado, caixa d’água, piscina, calhas, marquises, vasos sanitários e outros criadouros artificiais são responsáveis pela grande densidade de mosquitos que assola o país.
Nosso geoclima tropical propicia grande proliferação em curto espaço de tempo, soma-se a este evento a pouca informação, a deseducação coletiva e a tênue interação do poder público com a população.
Uma única fêmea do mosquito pode gerar centenas de novos indivíduos, É só ter à sua disposição água preferencialmente cristalina e na sombra, mesmo que seja numa casca de ovo ou tampinha de refrigerante.
Só a fêmea gosta de sangue. Detecta o calor de nossas veias e vênulas e percebe dióxido de carbono e ácido lático em nossa expiração a uma distância de 40 metros, partindo sedenta em nossa direção.
Pelo andar da carruagem, erradicar o Aedes aegypti, por enquanto, é utopia. Só nos resta manter a densidade populacional do mosquito em níveis seguros, e isso só se consegue com a sua participação. E a de todos.
As ações voltadas ao controle populacional do transmissor da dengue têm sido, anêmicas, insipientes e não conseguem envolver as pessoas nas frentes de combate. Sem este envolvimento estaremos sempre à mercê das entidades mórbidas e letais por ele veiculadas e suas epidemias.
Os casos registrados recentemente do vírus Chikungunya em São Paulo e Rio de Janeiro, contraídos na Índia ou Indonésia, põem o país em novo estado de alerta.
A doença é parecida com a dengue, e de pouca gravidade se comparada a esta; em sua cronicidade ocorrem dores intensas nas articulações das mãos e dos pés, que podem incapacitar e perdurar por até um ano. A circulação deste vírus por aqui é uma questão de tempo.
Na ilha francesa da Reunião a Febre Chikungunya, lá transmitida pelo Aedes albopictus, matou em 2006 setenta e sete pessoas e deixou doente outras 130 mil. A ilha da Reunião fica a leste de Madagascar.
As ações de combate a endemias têm de passar por todos os segmentos da sociedade; dos pesquisadores nas universidades, associações de moradores, escolas, fábricas, indústrias, até as donas de casa. A grande totalidade dos focos do mosquito está em nosso domicílio e arredores. Vasos de plantas, bandeja de geladeira e ar condicionado, caixa d’água, piscina, calhas, marquises, vasos sanitários e outros criadouros artificiais são responsáveis pela grande densidade de mosquitos que assola o país.
Nosso geoclima tropical propicia grande proliferação em curto espaço de tempo, soma-se a este evento a pouca informação, a deseducação coletiva e a tênue interação do poder público com a população.
Uma única fêmea do mosquito pode gerar centenas de novos indivíduos, É só ter à sua disposição água preferencialmente cristalina e na sombra, mesmo que seja numa casca de ovo ou tampinha de refrigerante.
Só a fêmea gosta de sangue. Detecta o calor de nossas veias e vênulas e percebe dióxido de carbono e ácido lático em nossa expiração a uma distância de 40 metros, partindo sedenta em nossa direção.
Pelo andar da carruagem, erradicar o Aedes aegypti, por enquanto, é utopia. Só nos resta manter a densidade populacional do mosquito em níveis seguros, e isso só se consegue com a sua participação. E a de todos.
sábado, 4 de dezembro de 2010
DDAH - O cão mala
Jornal Cachoeiras 04 12 2010
Ele não para. Pula em você, suja a sua roupa, destrói a mesa, rasga a poltrona, corre atrás da inalcançável cauda e late o tempo todo, podendo inclusive se auto-infringir, sofrendo mutilações. De certa forma esse comportamento bizarro apazigua o seu tormento interno.
Os cães hiperativos por natureza trabalham suas energias no exercício das suas funções, como acontece com os de pastoreio, caça e os que se ocupam de alguma maneira. Esses animais quando utilizados para companhia vivenciam o ócio das paredes e muros concentrando energia, que em algum momento deflagrará em desordens físicas e emocionais.
A maioria dos cães ansiosos e hiperativos já nasce com este distúrbio, que pode também decorrer de alergia alimentar, distúrbios endócrinos, hormonais ou da energia doméstica desequilibrada que o envolve, canil 24 horas, corrente perpétua e outros tantos maus tratos.
O cão que sofre de “distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade” tem necessidade extrema de chamar atenção o tempo todo, é o verdadeiro cão mala. O primeiro passo para abrandar este incomodo é ignorá-lo, principalmente no auge da sua compulsividade, naquele momento em que seu sapato entrou na dança. A interferência, seja de agrado ou reprimenda, satisfaz sua necessidade de atenção e acaba reforçando o comportamento indesejado.
Vítimas deste desequilíbrio alguns animais são alijados do convívio em família, jogados num canil 0800 ou abandonados a própria sorte nas vias e logradouros das cidades, fortalecendo o contingente de cães que perambulam nos aglomerados humanos.
É uma tendência natural quando da escolha de um filhote preferir o mais ativo, o que se sobressai. Sem querer podemos estar adquirindo um hiperativo com DDAH que vivenciará no futuro conflitos na convivência doméstica.
Nas situações graves e refratárias a consulta com um profissional voltado a distúrbios de comportamento animal é imprescindível. Dependendo da causa subjacente procedimentos terapêuticos com florais, aromas e medicamentos amenizam o mal, em seu benefício e dos que com ele convive.
Ele não para. Pula em você, suja a sua roupa, destrói a mesa, rasga a poltrona, corre atrás da inalcançável cauda e late o tempo todo, podendo inclusive se auto-infringir, sofrendo mutilações. De certa forma esse comportamento bizarro apazigua o seu tormento interno.
Os cães hiperativos por natureza trabalham suas energias no exercício das suas funções, como acontece com os de pastoreio, caça e os que se ocupam de alguma maneira. Esses animais quando utilizados para companhia vivenciam o ócio das paredes e muros concentrando energia, que em algum momento deflagrará em desordens físicas e emocionais.
A maioria dos cães ansiosos e hiperativos já nasce com este distúrbio, que pode também decorrer de alergia alimentar, distúrbios endócrinos, hormonais ou da energia doméstica desequilibrada que o envolve, canil 24 horas, corrente perpétua e outros tantos maus tratos.
O cão que sofre de “distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade” tem necessidade extrema de chamar atenção o tempo todo, é o verdadeiro cão mala. O primeiro passo para abrandar este incomodo é ignorá-lo, principalmente no auge da sua compulsividade, naquele momento em que seu sapato entrou na dança. A interferência, seja de agrado ou reprimenda, satisfaz sua necessidade de atenção e acaba reforçando o comportamento indesejado.
Vítimas deste desequilíbrio alguns animais são alijados do convívio em família, jogados num canil 0800 ou abandonados a própria sorte nas vias e logradouros das cidades, fortalecendo o contingente de cães que perambulam nos aglomerados humanos.
É uma tendência natural quando da escolha de um filhote preferir o mais ativo, o que se sobressai. Sem querer podemos estar adquirindo um hiperativo com DDAH que vivenciará no futuro conflitos na convivência doméstica.
Nas situações graves e refratárias a consulta com um profissional voltado a distúrbios de comportamento animal é imprescindível. Dependendo da causa subjacente procedimentos terapêuticos com florais, aromas e medicamentos amenizam o mal, em seu benefício e dos que com ele convive.
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