Jornal Cachoeiras 16 07 2011
Os célebres cavalos Muhamed e Zarif deixaram a sociedade parisiense atônita no inicio do século XX, quando através de um alfabeto convencional conversavam com o seu dono, rico comerciante de Elberfeld, distrito de Wuppertal, na Alemanha; além de executarem difíceis cálculos matemáticos, inclusive raízes quadradas e cúbicas. Na época o Dr. Claparède, da Universidade de Genebra, qualificou o episódio como "o mais sensacional acontecimento jamais visto na Psicologia".
Alguns animais possuem elevado grau de inteligência e sensibilidade. Conseguem intuir nossos sentimentos, ou melhor, sentem o contexto emocional deles proveniente. Falsidade, ansiedade, ódio, afeto, tristeza, alegria, amor, e mentira podem não passar imperceptíveis. Um exemplo é a cadela “Lola” que conseguia notar através do odor, o estado d’alma do seu interlocutor, e da mula do profeta venal Balaão, que temendo a flamejante espada de um Anjo, empacou. Antes de se manifestar a Balaão, o Querubim quis tornar-se visível ao animal. Há quem diga que enxergam os espíritos e se assustam quando estes são mal intencionados.
De nada adianta agrados e palavras suaves com o intuito de persuadi-los, eles conseguem ver o que há por de traz da máscara humana. Devemos estar atentos a qualquer pessoa que seja encarada com desconfiança por um animal, dificilmente estarão equivocados em seu julgamento.
Em felinos a clarividência, a clariaudiência e a claripercepção são bem pronunciadas. Não é incomum observarmos estes animais extasiados, olhando para algo que não vemos. E também não é infreqüente cavalos que se recusam a transpor determinados obstáculos aparentemente invisíveis.
Cães que morrem após o falecimento do seu dono, baleias que se atiram nas areias da costa atlântica, insetos que impelidos por um irresistível fototropismo positivo e perecem torrados nas lâmpadas incandescentes, reforçam a crença de suicídio nos animais. Não está bem claro, se neles existe o “desejo” desta depressão reativa, já que não pensam na morte, diametralmente, e nem poderiam se matar com seus próprios meios. Mesmo não tendo uma idéia exata do morrer, talvez consigam através de um estado transcendental vislumbrar o “deixar de viver”.
Muitos conhecimentos relacionados à “psique animal” foram apagados durante a inquisição, no papado de Gregório IX, com a aniquilação dos que detinham importantes conhecimentos, como os feiticeiros, bruxas e videntes. Na Grécia Antiga, importantes filósofos viviam à margem da sociedade e muito do que sabiam a respeito do zoopsiquismo, não chegou até nós. Só agora, a poeira que encobre as filosofias pré-cristãs, está sendo espanada e os conhecimentos dos hereges e profanadores voltando à luz do conhecimento.
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
O perigo das garras
Jornal Cachoeiras 18 06 2011
A esporotricose também conhecida como a “doença da roseira”, pode ser transmitida pelos gatos que a adquirem quando arranham troncos de vegetais, cavam buracos no solo, cobrem seus dejetos com terra ou são feridos em brigas com animais portadores. É uma micose sistêmica que tem como agente causal o fungo Sporotrix, habitante comum do solo rico em matéria orgânica.
Nos gatos a doença pode se manifestar de forma grave e fatal, os donos desses animais devem ficar atentos as feridas de difícil cicatrização.
No homem a forma clássica da infecção acontece por implantação traumática do microorganismo através do contato com espinhos, vegetais e solo contaminado, mas tem aumentado os casos de contaminação através da mordida e arranhadura de gatos.
Em humanos a esporotricose é abortiva, restringindo-se a pele, tecido subcutâneo e sistema linfático. Segundo O IPEC - Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas da Fiocruz, desde 1998 foram registrados no Rio de Janeiro quase 900 casos desta zoonose.
Graciosos, inteligentes e independentes os gatos conquistam cada vez mais espaço no habitat humano numa estreita relação com seus habitantes, colocando-os em situação de risco quanto às zoonoses.
Para uma convivência sadia, estes felinos devem ser permanentemente monitorados, vacinados e os locais por eles freqüentados desinfetados; sob orientação do médico veterinário de sua confiança.
É aconselhável também esterilizar os gatos, para diminuir as fugas, o envolvimento em brigas e o conseqüente risco de contrair o Sporotrix. schenckii".
A esporotricose também conhecida como a “doença da roseira”, pode ser transmitida pelos gatos que a adquirem quando arranham troncos de vegetais, cavam buracos no solo, cobrem seus dejetos com terra ou são feridos em brigas com animais portadores. É uma micose sistêmica que tem como agente causal o fungo Sporotrix, habitante comum do solo rico em matéria orgânica.
Nos gatos a doença pode se manifestar de forma grave e fatal, os donos desses animais devem ficar atentos as feridas de difícil cicatrização.
No homem a forma clássica da infecção acontece por implantação traumática do microorganismo através do contato com espinhos, vegetais e solo contaminado, mas tem aumentado os casos de contaminação através da mordida e arranhadura de gatos.
Em humanos a esporotricose é abortiva, restringindo-se a pele, tecido subcutâneo e sistema linfático. Segundo O IPEC - Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas da Fiocruz, desde 1998 foram registrados no Rio de Janeiro quase 900 casos desta zoonose.
Graciosos, inteligentes e independentes os gatos conquistam cada vez mais espaço no habitat humano numa estreita relação com seus habitantes, colocando-os em situação de risco quanto às zoonoses.
Para uma convivência sadia, estes felinos devem ser permanentemente monitorados, vacinados e os locais por eles freqüentados desinfetados; sob orientação do médico veterinário de sua confiança.
É aconselhável também esterilizar os gatos, para diminuir as fugas, o envolvimento em brigas e o conseqüente risco de contrair o Sporotrix. schenckii".
domingo, 12 de junho de 2011
Abandonados e famintos
Jornal Cachoeiras 11 06 2011
Cresce a cada dia a população de animais errantes, que busca nas ruas as migalhas que de certa forma saciará sua fome. Abandonados a própria sorte dividem com ratos, pombos e outros excluídos os restos de alimentos que sobram dos estômagos humanos em seu frenesi nos restaurantes, praças, bares e quiosques das cidades.
O desenvolvimento do homem é diretamente proporcional ao amor e ao respeito à vida animal, aqueles que desconhecem tal premissa, cairão na roda da involução e em conseqüência nos infernos de Dante Alighieri.
Animais doentes vagando em áreas urbanas desarmonizam com as pretensões de desenvolvimento turístico das cidades, além de ser uma questão de saúde pública. Sabemos que leptospirose, leishmaniose, raiva e dermatopatias entre outras zoonoses, podem ser transmitidas por estes animais.
Não dá mais para esperar dos governos atitudes e ações que remetam definitivamente para a história essa página triste da relação humana com os animais. A ínfima parte sensível da sociedade que consegue perceber a extensão do problema deve se organizar e buscar condutas e ações que aliadas ao poder público, promovam saídas compassivas e resolutas para a solução do problema. Atitudes isoladas apesar de bem intencionadas são impotentes, só saciam a fome momentânea de poucos famélicos e enrobustecem alguns egos humanos.
Alguns estados brasileiros deram um passo importante com relação aos animais abandonados nas ruas, como a prefeitura de Porto Alegre ao criar a Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para os Animais, e Curitiba que aboliu o cruel extermínio em massa, investindo na posse responsável e na esterilização. A meta é evitar o abandono dos bichinhos, e o conseqüente aumento de animais nas ruas nas cidades.
“Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo dos animais. Neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade”. – Leonardo da Vinci.
Cresce a cada dia a população de animais errantes, que busca nas ruas as migalhas que de certa forma saciará sua fome. Abandonados a própria sorte dividem com ratos, pombos e outros excluídos os restos de alimentos que sobram dos estômagos humanos em seu frenesi nos restaurantes, praças, bares e quiosques das cidades.
O desenvolvimento do homem é diretamente proporcional ao amor e ao respeito à vida animal, aqueles que desconhecem tal premissa, cairão na roda da involução e em conseqüência nos infernos de Dante Alighieri.
Animais doentes vagando em áreas urbanas desarmonizam com as pretensões de desenvolvimento turístico das cidades, além de ser uma questão de saúde pública. Sabemos que leptospirose, leishmaniose, raiva e dermatopatias entre outras zoonoses, podem ser transmitidas por estes animais.
Não dá mais para esperar dos governos atitudes e ações que remetam definitivamente para a história essa página triste da relação humana com os animais. A ínfima parte sensível da sociedade que consegue perceber a extensão do problema deve se organizar e buscar condutas e ações que aliadas ao poder público, promovam saídas compassivas e resolutas para a solução do problema. Atitudes isoladas apesar de bem intencionadas são impotentes, só saciam a fome momentânea de poucos famélicos e enrobustecem alguns egos humanos.
Alguns estados brasileiros deram um passo importante com relação aos animais abandonados nas ruas, como a prefeitura de Porto Alegre ao criar a Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para os Animais, e Curitiba que aboliu o cruel extermínio em massa, investindo na posse responsável e na esterilização. A meta é evitar o abandono dos bichinhos, e o conseqüente aumento de animais nas ruas nas cidades.
“Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo dos animais. Neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade”. – Leonardo da Vinci.
sábado, 28 de maio de 2011
Tempo de cinomose
Jornal Cachoeiras 28 05 2011
A parvovirose e a cinomose são as enfermidades víricas de maior incidência e prevalência em nosso meio. Dependendo da severidade com que atacam os animais o desdobramento pode ser fatal, já que sistemas importantes do organismo são afetados.
O vírus da parvovirose, introduzido no país no final dos anos 70, acomete o coração e o aparelho digestivo principalmente nos animais novos, ocasionando uma gastrenterite hemorrágica com vômitos incoercíveis e perdas significativas de sangue e eletrólitos resultando numa grave anemia e severa desidratação. Este minúsculo vírus é resistente ao calor, umidade, frio e a maioria dos desinfetantes domésticos, podendo sobreviver no
ambiente por longos períodos de tempo. Dentre os cães, o dobermann e o rottweiler são os mais vulneráveis como também os animais com baixa imunidade.
Com o vírus da cinomose vem a imunodeficiência e a invasão do organismo pelos germes oportunistas. A mortalidade é alta, como também as irreversíveis seqüelas resultantes dos estragos provocadas no tecido nervoso. É uma das mais terríveis enfermidades contagiosas que acometem os canídeos e outros carnívoros sendo mais sensíveis os filhotes, os adultos jovens e os animais velhos.
Quando não sucumbem à infecção, os cães sobreviventes carregam por suas vidas seqüelas graves resultantes da agressão do vírus às meninges e à medula espinhal, como paralisia, mioclonia, alucinações, convulsão severa e outros distúrbios nervosos.
As características climáticas do inverno favorecem a presença deste vírus no ambiente, por isso nosso cuidado deve ser redobrado nesta época.
Deixar o nosso melhor amigo a mercê dessas perigosas doenças além de ser uma insensatez é uma grande falta de respeito com a vida animal. Parvovirose, cinomose, hepatite e leptospirose são doenças evitáveis com uma simples vacinação.
Não aplique vacina com suspeita de falhas na sua conservação, até o momento da aplicação tem de estar sob refrigeração adequada, sem a qual seu poder imunizante decresce comprometendo a sua eficácia.
Animais fracos, desnutridos, parasitados ou portadores de alguma enfermidade debilitante respondem mal a imunização. O ideal é que, ao serem vacinados, já tenham tomado vermífugo e não estejam sob terapia com corticóide ou outra droga imunossupressora.
A parvovirose e a cinomose são as enfermidades víricas de maior incidência e prevalência em nosso meio. Dependendo da severidade com que atacam os animais o desdobramento pode ser fatal, já que sistemas importantes do organismo são afetados.
O vírus da parvovirose, introduzido no país no final dos anos 70, acomete o coração e o aparelho digestivo principalmente nos animais novos, ocasionando uma gastrenterite hemorrágica com vômitos incoercíveis e perdas significativas de sangue e eletrólitos resultando numa grave anemia e severa desidratação. Este minúsculo vírus é resistente ao calor, umidade, frio e a maioria dos desinfetantes domésticos, podendo sobreviver no
ambiente por longos períodos de tempo. Dentre os cães, o dobermann e o rottweiler são os mais vulneráveis como também os animais com baixa imunidade.
Com o vírus da cinomose vem a imunodeficiência e a invasão do organismo pelos germes oportunistas. A mortalidade é alta, como também as irreversíveis seqüelas resultantes dos estragos provocadas no tecido nervoso. É uma das mais terríveis enfermidades contagiosas que acometem os canídeos e outros carnívoros sendo mais sensíveis os filhotes, os adultos jovens e os animais velhos.
Quando não sucumbem à infecção, os cães sobreviventes carregam por suas vidas seqüelas graves resultantes da agressão do vírus às meninges e à medula espinhal, como paralisia, mioclonia, alucinações, convulsão severa e outros distúrbios nervosos.
As características climáticas do inverno favorecem a presença deste vírus no ambiente, por isso nosso cuidado deve ser redobrado nesta época.
Deixar o nosso melhor amigo a mercê dessas perigosas doenças além de ser uma insensatez é uma grande falta de respeito com a vida animal. Parvovirose, cinomose, hepatite e leptospirose são doenças evitáveis com uma simples vacinação.
Não aplique vacina com suspeita de falhas na sua conservação, até o momento da aplicação tem de estar sob refrigeração adequada, sem a qual seu poder imunizante decresce comprometendo a sua eficácia.
Animais fracos, desnutridos, parasitados ou portadores de alguma enfermidade debilitante respondem mal a imunização. O ideal é que, ao serem vacinados, já tenham tomado vermífugo e não estejam sob terapia com corticóide ou outra droga imunossupressora.
sábado, 21 de maio de 2011
Cachoeirense no ranking nacional de tiro esportivo
Jornal Cachoeiras 21 05 2011
Juarez Fraga Machado (Leza) da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) obteve o 9ª lugar nacional no Trap Americano Top 200 Senior B, ficando na frente de alguns representantes de Santa Catarina - que possui os melhores atiradores-, São Paulo, Bahia, Alagoas entre outros estados da federação.
O trap ou prato que é feito de calcário, argila ou alcatrão em forma de “brisbee” com 110 mm de diâmetro é lançado em alta velocidade no ar e é a mira móvel do competidor. É utilizado nesta modalidade espingarda com cano sobreposto calibre 12 com munição que, dependendo da prova, pode ter maior ou menor peso, tamanho e quantidade de grãos de chumbo.
Nossa região possui bons atiradores, um exemplo é o friburguense José Salvador Trindade, classificado em 5º lugar nos jogos Olímpicos de Berlim, na modalidade “carabina deitado”.
O tiro ao alvo foi incluso como modalidade esportiva nos primeiros jogos da era moderna em Atenas em 1896, sendo suspenso 30 anos depois em Amsterdã em virtude da tensão existente na Europa mergulhada na Primeira Grande Guerra Mundial. Nesta modalidade são utilizadas armas de fogo ou de ar comprimido. Concentração, precisão, velocidade e controle da respiração são indispensáveis.
O húngaro Karoly Takacs fez parte da equipe de seu país campeão de tiro olímpico em 1938, quando uma granada decepou sua mão direita - que ele utilizava para atirar. Uma década depois em Londres, num exemplo notável de superação, Takacs conquistou as duas primeiras medalhas de ouro da categoria “rapid-fire”, atirando com a esquerda.
As normas são reguladas pela International Shooting Sport Federation, organismo internacional sediado na Alemanha
Para Londres em 2012 o Brasil está classificado em duas vagas e disputará uma prova masculina e outra feminina no tiro esportivo.
Juarez Fraga Machado (Leza) da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) obteve o 9ª lugar nacional no Trap Americano Top 200 Senior B, ficando na frente de alguns representantes de Santa Catarina - que possui os melhores atiradores-, São Paulo, Bahia, Alagoas entre outros estados da federação.
O trap ou prato que é feito de calcário, argila ou alcatrão em forma de “brisbee” com 110 mm de diâmetro é lançado em alta velocidade no ar e é a mira móvel do competidor. É utilizado nesta modalidade espingarda com cano sobreposto calibre 12 com munição que, dependendo da prova, pode ter maior ou menor peso, tamanho e quantidade de grãos de chumbo.
Nossa região possui bons atiradores, um exemplo é o friburguense José Salvador Trindade, classificado em 5º lugar nos jogos Olímpicos de Berlim, na modalidade “carabina deitado”.
O tiro ao alvo foi incluso como modalidade esportiva nos primeiros jogos da era moderna em Atenas em 1896, sendo suspenso 30 anos depois em Amsterdã em virtude da tensão existente na Europa mergulhada na Primeira Grande Guerra Mundial. Nesta modalidade são utilizadas armas de fogo ou de ar comprimido. Concentração, precisão, velocidade e controle da respiração são indispensáveis.
O húngaro Karoly Takacs fez parte da equipe de seu país campeão de tiro olímpico em 1938, quando uma granada decepou sua mão direita - que ele utilizava para atirar. Uma década depois em Londres, num exemplo notável de superação, Takacs conquistou as duas primeiras medalhas de ouro da categoria “rapid-fire”, atirando com a esquerda.
As normas são reguladas pela International Shooting Sport Federation, organismo internacional sediado na Alemanha
Para Londres em 2012 o Brasil está classificado em duas vagas e disputará uma prova masculina e outra feminina no tiro esportivo.
Remédios que matam
Jornal Cachoeiras 21 05 2011
Nossa cultura agrícola herdou de passadas gerações a dependência aos seus insumos, dominados na época pelos perigosíssimos organoclorados – DDT, BHC, Aldrin, Lindano e Endrin, muito usados nos anos 70. No Brasil em 1989, após intermináveis pressões populares, finalmente foram proibidas a utilização de formulações a base de cloro.
Agora os organofosforados e piretróides dominam o mercado. Menos de 40% dos produtores rurais calculam a quantidade do veneno utilizado através daquelas complicadas bulas, e menos de 20% se utilizam de cálculos agronômicos. A fiscalização no campo só se preocupa com a comercialização, não existe vigilância nem orientação para sua correta aplicação.
Os riscos não se limitam ao homem do campo. Os resíduos químicos alcançam o solo e as águas subterrâneas. Fatalmente as frutas, legumes e hortaliças que comemos podem conter resíduos desses produtos.
O Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos na lavoura, gastamos anualmente quase três bilhões de dólares na compra desses insumos.
Estima-se que a cada ano mais de dois milhões de intoxicações agudas ocorram no mundo, devido à exposição ocupacional a estes defensivos e mais de trezentas mil mortes aconteçam, principalmente, no terceiro mundo.
Por não serem naturais, os pesticidas são de difícil degradação, acumulando-se nos ecossistemas terrestres e aquáticos gerando uma quantidade de pragas resistentes e exigindo formulações cada vez mais impactantes. Ironicamente, essas substâncias são chamadas pelos lavradores de “remédios”.
A limpeza de frutas e hortaliças, além de eliminar microorganismos, reduz a contaminação química. As frutas devem ser lavadas com sabão, água corrente e descascadas. As hortaliças, além de abluídas, devem ser imersas em água com limão por vinte minutos.
Os naturais produtos orgânicos vêm ganhando espaço junto ao consumo, que cada vez mais se conscientiza dos sérios danos causados pelos defensivos agrícolas.
Cuidado com aquela fruta e hortaliça grande e bonita...
Nossa cultura agrícola herdou de passadas gerações a dependência aos seus insumos, dominados na época pelos perigosíssimos organoclorados – DDT, BHC, Aldrin, Lindano e Endrin, muito usados nos anos 70. No Brasil em 1989, após intermináveis pressões populares, finalmente foram proibidas a utilização de formulações a base de cloro.
Agora os organofosforados e piretróides dominam o mercado. Menos de 40% dos produtores rurais calculam a quantidade do veneno utilizado através daquelas complicadas bulas, e menos de 20% se utilizam de cálculos agronômicos. A fiscalização no campo só se preocupa com a comercialização, não existe vigilância nem orientação para sua correta aplicação.
Os riscos não se limitam ao homem do campo. Os resíduos químicos alcançam o solo e as águas subterrâneas. Fatalmente as frutas, legumes e hortaliças que comemos podem conter resíduos desses produtos.
O Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos na lavoura, gastamos anualmente quase três bilhões de dólares na compra desses insumos.
Estima-se que a cada ano mais de dois milhões de intoxicações agudas ocorram no mundo, devido à exposição ocupacional a estes defensivos e mais de trezentas mil mortes aconteçam, principalmente, no terceiro mundo.
Por não serem naturais, os pesticidas são de difícil degradação, acumulando-se nos ecossistemas terrestres e aquáticos gerando uma quantidade de pragas resistentes e exigindo formulações cada vez mais impactantes. Ironicamente, essas substâncias são chamadas pelos lavradores de “remédios”.
A limpeza de frutas e hortaliças, além de eliminar microorganismos, reduz a contaminação química. As frutas devem ser lavadas com sabão, água corrente e descascadas. As hortaliças, além de abluídas, devem ser imersas em água com limão por vinte minutos.
Os naturais produtos orgânicos vêm ganhando espaço junto ao consumo, que cada vez mais se conscientiza dos sérios danos causados pelos defensivos agrícolas.
Cuidado com aquela fruta e hortaliça grande e bonita...
sábado, 7 de maio de 2011
Pânico ancestral
(Jornal Cachoeiras 07 05 2011)
O pavor mórbido de baratas tem lá sua razão, esses milenares seres se escondem em locais impregnados de microorganismos perigosos que, de carona, chegam à nossa cozinha. É bom não dormir sem escovar os dentes, a francesinha “Blatella germânica” gosta de roer restos de alimentos grudados em nossas bocas durante o sono.
São capazes de viver sem cabeça e tirar de letra uma “hecatombe nuclear” sem grandes dificuldades. Após o genocídio de Nagasaki e Hiroshima as baratas foram os únicos seres a andar sobre o que restou.
A gosma branca que aparece ao ser esmagada é gordura de reserva que as mantém vivas no período de escassez de alimentos. As asas já não lhes são tão úteis, a não ser no período reprodutivo e a agilidade e rapidez com se deslocam no solo é impressionante.
Agressivas, asquerosas, nojentas e repugnantes, as baratas possuem uma atração fatal pelo ser humano, não é a toa que quase a totalidade das mulheres e significativa parte dos homens sofrem de blatelafobia e seus sintomas autossômicos – suor frio, falta de ar, mãos geladas, palpitação e histeria. As voadoras são as mais temidas, elas sempre estão em algum lugar quando menos se espera, deixando-nos apavorados como “baratas tontas”.
Dizem que os artrópodes do longínquo passado eram abissais, como também as baratas. Talvez esse “pavor inexplicável” tenha alguma relação com a lembrança distante do pânico ancestral, quando éramos acossados e devorados por eles. Alguns defendem a teoria de que projetamos na barata o pavor inconsciente da própria sexualidade e suas fantasias e é por isso, que a genitália feminina é também chamada de “baratinha”.
A catsaridafobia não tem muita explicação lógica. As baratas atuais não saem por aí mordendo como umas loucas, porquanto não é justificável o alarido frenético frente a uma insignificante “blatelinha”. Há quem diga que elas possuem um bizarro poder sobre o homem.
Para cada um de nós existem quinhentas delas sobre a terra. Vivem por um bom tempo e deixam quase três centenas de novos descendentes cada uma.
Além de praga, a barata doméstica é completamente inútil, não serve pra coisa nenhuma. São seres da noite, só transitam durante o dia se a concorrência é grande.
Grande maioria das espécies é silvestre e deve ser preservada, elas devoram os cadáveres animais e vegetais decompondo o lixo orgânico no solo e são importante na cadeia alimentar.
Uns dos lugares mais horrendos do mundo são as cavernas habitadas por morcegos, lotadas de baratas ávidas pelos dejetos frescos que caem do teto.
O pavor mórbido de baratas tem lá sua razão, esses milenares seres se escondem em locais impregnados de microorganismos perigosos que, de carona, chegam à nossa cozinha. É bom não dormir sem escovar os dentes, a francesinha “Blatella germânica” gosta de roer restos de alimentos grudados em nossas bocas durante o sono.
São capazes de viver sem cabeça e tirar de letra uma “hecatombe nuclear” sem grandes dificuldades. Após o genocídio de Nagasaki e Hiroshima as baratas foram os únicos seres a andar sobre o que restou.
A gosma branca que aparece ao ser esmagada é gordura de reserva que as mantém vivas no período de escassez de alimentos. As asas já não lhes são tão úteis, a não ser no período reprodutivo e a agilidade e rapidez com se deslocam no solo é impressionante.
Agressivas, asquerosas, nojentas e repugnantes, as baratas possuem uma atração fatal pelo ser humano, não é a toa que quase a totalidade das mulheres e significativa parte dos homens sofrem de blatelafobia e seus sintomas autossômicos – suor frio, falta de ar, mãos geladas, palpitação e histeria. As voadoras são as mais temidas, elas sempre estão em algum lugar quando menos se espera, deixando-nos apavorados como “baratas tontas”.
Dizem que os artrópodes do longínquo passado eram abissais, como também as baratas. Talvez esse “pavor inexplicável” tenha alguma relação com a lembrança distante do pânico ancestral, quando éramos acossados e devorados por eles. Alguns defendem a teoria de que projetamos na barata o pavor inconsciente da própria sexualidade e suas fantasias e é por isso, que a genitália feminina é também chamada de “baratinha”.
A catsaridafobia não tem muita explicação lógica. As baratas atuais não saem por aí mordendo como umas loucas, porquanto não é justificável o alarido frenético frente a uma insignificante “blatelinha”. Há quem diga que elas possuem um bizarro poder sobre o homem.
Para cada um de nós existem quinhentas delas sobre a terra. Vivem por um bom tempo e deixam quase três centenas de novos descendentes cada uma.
Além de praga, a barata doméstica é completamente inútil, não serve pra coisa nenhuma. São seres da noite, só transitam durante o dia se a concorrência é grande.
Grande maioria das espécies é silvestre e deve ser preservada, elas devoram os cadáveres animais e vegetais decompondo o lixo orgânico no solo e são importante na cadeia alimentar.
Uns dos lugares mais horrendos do mundo são as cavernas habitadas por morcegos, lotadas de baratas ávidas pelos dejetos frescos que caem do teto.
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