sábado, 3 de setembro de 2011
Agosto e hidrofobia
Jornal Cachoeiras 03 09 2011
Quando Cesar Augusto, para não ficar atrás de Julio César homenageado com julho, colocou 31 dias no seu agosto as coisas não deram certo para este mês carregado de agouros e superstições.
Agosto carrega fatos que corroboram sua negatividade - start da primeira e segunda grande guerra, suicídio de Vargas, massacre de São Bartolomeu ordenado por Catarina de Médice onde milhares de protestantes foram assassinados, edificação do muro de Berlim, primeira execução numa cadeira elétrica, epidemia de gripe asiática no país, início da matança entre Católicos e Protestantes na Irlanda, aniquilação de quase duas centenas de milhares de pessoas em Nagasaki e Hiroshima, renúncia de Jânio Quadros, Hitler assume a Alemanha, morte trágica de Juscelino Kubitschek e o ataque do cachorro louco. Não é a toa que a campanha anual de vacinação anti-rábica é realizada em setembro, logo após agosto.
Deixando as superstições e sortilégios à parte, a verdade é que a grande luminosidade dessa época do ano incita à sexualidade nos animais e em conseqüência a promiscuidade, pré-dispondo a disseminação do letal vírus da raiva, principalmente nos cães errantes. Na raiva humana o principal reservatório é o cão, mas outros mamíferos também podem estar envolvidos. A única forma de transmissão conhecida entre humanos é através do transplante de córnea.
Na Grécia antiga Aristóteles, aluno de Platão, já alertava sobre o perigo da mordida de cães raivosos, época em que pensavam que sede intensa, insatisfação sexual, hiper excitabilidade ou ingestão de alimentos muito quentes acarretava raiva.
A partir do local mordido, arranhado ou lambido, as partículas virais contidas na saliva do agressor ganham os axônios das terminações nervosas, propagando-se em direção ao sistema nervoso central, numa velocidade de 1 mm/h. A vítima permanece consciente em toda sua progressão, até a fase de excitação quando ocorre espasmos alucinantes na garganta com dores lancinantes ao ingerir água e alimentos, o que ocasiona um medo intenso de líquidos, daí o nome hidrofobia. Nesta fase pode ocorrer hostilidade, agressão, alucinação e ansiedade extrema decorrente de estímulos aleatórios visuais e acústicos, precedendo a fase paralítica com asfixia, coma e morte.
Vacine seu cão e gato anualmente contra a raiva, em beneficio de homens e animais.
“Homenagem ao maior especialista em raiva que se teve notícia, meu professor de virologia Dr. Renato Silva que muito contribuiu com seu saber nas salas da UFRRJ.”
sábado, 27 de agosto de 2011
Era pra ontem
Jornal Cachoeiras 27 08 2011
A biosfera perde todos os dias cerca de quatro hectares de mata habitada por vegetais e animais ameaçados. A extinção de espécies nativas é nociva, não só aos organismos, como também ao equilíbrio da cadeia alimentar acarretando grave instabilidade ao ecossistema.
A baixa umidade relativa do ar predispõe à combustão que pode ser espontânea, advinda da refração da energia solar em latas, vidros e ferramentas. Pontas de cigarros, balões, fogueiras em acampamentos e queimadas descontroladas são causas não naturais de incêndios nas matas.
O fogo aniquila toda a micro fauna e flora, representada pelos fungos, bactérias e outros microorganismos decompositores, sem os quais os ninhos, sementes, árvores e habitantes da mata não existiriam.
Fugindo das labaredas fumegantes, certos animais tentam a sorte em outros cantos e dentre eles, alguns não são desejáveis como os ratos, escorpiões, aranhas e serpentes, que se socorrem em locais não apropriados pondo em risco a integridade de homens e animais.
O impacto no ambiente resultante da queimada é cada vez maior e a real dimensão dos estragos, ainda não está bem compreendida. O fogo fora de controle destrói o solo, danifica os mananciais hídricos e conspurca o ar, afetando a saúde respiratória dos seres pulmonados.
Cientistas, ambientalistas e preservacionistas sabem que as queimadas comprometem a física, a química e a biologia do solo, o que leva a resultados matemáticos impresumíveis.
Os incêndios e sua densa emissão de gases bloqueadores de calor, como o carbônico e o metano, são a segunda maior causa do efeito estufa e do aquecimento global.
Muito utilizado nos dias de hoje na agricultura, o fogo empobrece a terra. O agricultor tenta repor os nutrientes torrados utilizando fertilizantes, que engordam a agroindústria e contaminam seus produtos.
Utilização de recursos como a disposição de brigadas contra incêndio nas áreas vulneráveis e conscientização ecológica têm de ser praticadas sem demora. A educação ambiental tem de estar hoje nas escolas dos cultivadores do solo do amanhã.
... Era pra ontem.
sábado, 13 de agosto de 2011
Febre que pinta
Jornal Cachoeiras 13 08 2011
Cruentos vorazes, os carrapatos saciam sua orexia sorvendo na maior parte de suas vidas o sangue de suas vítimas, expondo os organismos parasitados a inúmeros agentes infecciosos como o da febre maculosa, doença de Lyme, babesiose e erlishiose. Como vetores de doenças só perdem para os mosquitos.
A Febre maculosa ou pintada é um mal causado por uma pequena bactéria do gênero Rickettsia. É uma enfermidade com baixa letalidade quando notada a tempo, caso o tratamento não seja instaurado de imediato o prognóstico é sempre sombrio. O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. No Brasil o principal transmissor é o carrapato estrela.
Cachoeiras de Macacu possui condições climáticas ideais para a proliferação de carrapatos, chegando a explosivas infestações em determinadas áreas. Quanto maior a densidade populacional desses artrópodes, maior a exposição e conseqüente risco de contágio.
Os cães não transmitem, mas veiculam a doença que neles é abortiva, não passando de um estado febril e indisposição passageira. A severidade do quadro clínico em humanos é dependente das alterações que esta minúscula bactéria provoca na parede interna dos vasos sangüíneos, localizados em todos os órgãos do nosso corpo, daí não ser incomum a morte por “falência múltipla dos órgãos”. Quase a metade dos casos registrados desde 1985 tiveram desfecho fatal, a maioria na região Sudeste.
A confusão diagnóstica com outras enfermidades infecciosas como dengue, leptospiroses, tifo e febre amarela; a falta de consistência na anamnese (o paciente não relata o contato com o vetor, por não conseguir vê-lo) e por ser uma enfermidade qualitativa e não quantitativa são barreiras para um diagnóstico preciso.
Na verdade o homem é um hospedeiro acidental da bactéria, a Rickettsia circula entre animais vertebrados e invertebrados, é o seu meio natural. A fase adulta do carrapato tem pouca importância na transmissibilidade. Além de não apreciar o sangue humano são grandes o bastante para serem identificadas a tempo. O contágio acontece através das fases jovens, representadas pelos vermelhinhos e micuins, seus pequenos tamanhos fazem com que passem despercebidos. Para que o agente da “febre que pinta”, passe para o organismo humano é necessário que o carrapato esteja grudado no corpo da vítima por algum tempo.
Evite locais infestados, use roupas claras e de mangas compridas com a bainha da calça dentro das botas. Caminhe sempre no meio das trilhas evitando suas margens, pois os carrapatos procuram o ápice dos arbustos e gramíneas, na expectativa de uma carona em um passante humano ou animal e sempre vistorie o corpo a cada duas horas quando em locais suspeitos. O carrapato precisa de pelo menos quatro horas para transmitir o microorganismo.
Ao retirá-lo faça uma leve rotação. Não esmague ou queime o carrapato com cabeça de fósforo, pois o stress faz com que liberem grande quantidade de saliva e conseqüentemente de bactérias no local da picada.
Mantenha os animais domésticos livres dos carrapatos, os cães são vítimas freqüentes de enfermidades perigosas transmitidas por estes vetores como a Erlishiose e a Babesiose.
Num quadro febril com história de picada precedente, é bom avisar o médico.
Cruentos vorazes, os carrapatos saciam sua orexia sorvendo na maior parte de suas vidas o sangue de suas vítimas, expondo os organismos parasitados a inúmeros agentes infecciosos como o da febre maculosa, doença de Lyme, babesiose e erlishiose. Como vetores de doenças só perdem para os mosquitos.
A Febre maculosa ou pintada é um mal causado por uma pequena bactéria do gênero Rickettsia. É uma enfermidade com baixa letalidade quando notada a tempo, caso o tratamento não seja instaurado de imediato o prognóstico é sempre sombrio. O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. No Brasil o principal transmissor é o carrapato estrela.
Cachoeiras de Macacu possui condições climáticas ideais para a proliferação de carrapatos, chegando a explosivas infestações em determinadas áreas. Quanto maior a densidade populacional desses artrópodes, maior a exposição e conseqüente risco de contágio.
Os cães não transmitem, mas veiculam a doença que neles é abortiva, não passando de um estado febril e indisposição passageira. A severidade do quadro clínico em humanos é dependente das alterações que esta minúscula bactéria provoca na parede interna dos vasos sangüíneos, localizados em todos os órgãos do nosso corpo, daí não ser incomum a morte por “falência múltipla dos órgãos”. Quase a metade dos casos registrados desde 1985 tiveram desfecho fatal, a maioria na região Sudeste.
A confusão diagnóstica com outras enfermidades infecciosas como dengue, leptospiroses, tifo e febre amarela; a falta de consistência na anamnese (o paciente não relata o contato com o vetor, por não conseguir vê-lo) e por ser uma enfermidade qualitativa e não quantitativa são barreiras para um diagnóstico preciso.
Na verdade o homem é um hospedeiro acidental da bactéria, a Rickettsia circula entre animais vertebrados e invertebrados, é o seu meio natural. A fase adulta do carrapato tem pouca importância na transmissibilidade. Além de não apreciar o sangue humano são grandes o bastante para serem identificadas a tempo. O contágio acontece através das fases jovens, representadas pelos vermelhinhos e micuins, seus pequenos tamanhos fazem com que passem despercebidos. Para que o agente da “febre que pinta”, passe para o organismo humano é necessário que o carrapato esteja grudado no corpo da vítima por algum tempo.
Evite locais infestados, use roupas claras e de mangas compridas com a bainha da calça dentro das botas. Caminhe sempre no meio das trilhas evitando suas margens, pois os carrapatos procuram o ápice dos arbustos e gramíneas, na expectativa de uma carona em um passante humano ou animal e sempre vistorie o corpo a cada duas horas quando em locais suspeitos. O carrapato precisa de pelo menos quatro horas para transmitir o microorganismo.
Ao retirá-lo faça uma leve rotação. Não esmague ou queime o carrapato com cabeça de fósforo, pois o stress faz com que liberem grande quantidade de saliva e conseqüentemente de bactérias no local da picada.
Mantenha os animais domésticos livres dos carrapatos, os cães são vítimas freqüentes de enfermidades perigosas transmitidas por estes vetores como a Erlishiose e a Babesiose.
Num quadro febril com história de picada precedente, é bom avisar o médico.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Seres indefesos
Jornal Cachoeiras 06 08 2011
Os pássaros são responsáveis pela arborização e muitas espécies estão à beira da extinção, o tietê-coroa foi banido da vida da floresta e o sabiá-pimenta, o bicudo e o chanchão voam na corda bamba. Esses indefesos seres em suas reclusões, sem lágrimas choram um lindo canto de lamúria, saudade e tristeza, como se almejassem despertar a enfrascada consciência de seu carcereiro, ainda inábil pra distinguir a doce melodia que singram os ares, do infeliz lamento vocalizado num canto frio de um poleiro.
Ao retirá-los da natureza balançamos com o equilíbrio vital e desestruturamos todo um bioma. Sementes de inúmeras espécies vegetais são nas matas dispersas por estes pequenos voadores. Em longo prazo, o cativeiro dos pássaros compromete toda a estrutura do ecossistema. A diminuição das populações desses dispersores causa agravos, até nas matas preservadas.
É uma insensatez aprisionar um passarinho. Existem melhores maneiras de mantê-los próximos e ouvir seus cantos, sem ter que submetê-los à melancólica clausura perene. É estranho ver a imagem e semelhança do Criador aprisionar uma das mais perfeitas e formosas obras da Criação.
Disse Einstein que “existem apenas duas coisas infinitas – o universo e a estupidez humana. E não tenho certeza do universo”.
E também Mahatma Gandhi – “O Planeta Terra tem como dar ao homem tudo que ele precisa. Mas não o que ele cobiça”.
A lei do Firmamento é implacável com os que agridem a natureza, e inflexível com os que trancam em cativeiro os seres que habitam os céus.
Os pássaros são responsáveis pela arborização e muitas espécies estão à beira da extinção, o tietê-coroa foi banido da vida da floresta e o sabiá-pimenta, o bicudo e o chanchão voam na corda bamba. Esses indefesos seres em suas reclusões, sem lágrimas choram um lindo canto de lamúria, saudade e tristeza, como se almejassem despertar a enfrascada consciência de seu carcereiro, ainda inábil pra distinguir a doce melodia que singram os ares, do infeliz lamento vocalizado num canto frio de um poleiro.
Ao retirá-los da natureza balançamos com o equilíbrio vital e desestruturamos todo um bioma. Sementes de inúmeras espécies vegetais são nas matas dispersas por estes pequenos voadores. Em longo prazo, o cativeiro dos pássaros compromete toda a estrutura do ecossistema. A diminuição das populações desses dispersores causa agravos, até nas matas preservadas.
É uma insensatez aprisionar um passarinho. Existem melhores maneiras de mantê-los próximos e ouvir seus cantos, sem ter que submetê-los à melancólica clausura perene. É estranho ver a imagem e semelhança do Criador aprisionar uma das mais perfeitas e formosas obras da Criação.
Disse Einstein que “existem apenas duas coisas infinitas – o universo e a estupidez humana. E não tenho certeza do universo”.
E também Mahatma Gandhi – “O Planeta Terra tem como dar ao homem tudo que ele precisa. Mas não o que ele cobiça”.
A lei do Firmamento é implacável com os que agridem a natureza, e inflexível com os que trancam em cativeiro os seres que habitam os céus.
sábado, 30 de julho de 2011
A casa do animal
Jornal Cachoeiras 30 07 2011
Com o pólo petroquímico vem o crescimento desordenado e o aumento proporcional da quantidade de animais sumariamente excluídos da vida de relação, com reflexos inevitáveis na saúde pública, ambiental e na ética da natureza com seu racismo e especismo. A leishmaniose antes restrita a região Nordeste já aflora na parte desenvolvida do país e o cão é o seu principal reservatório. Zoonoses são enfermidades comuns a homens e animais, muitas bastante perigosas como a raiva, as leptospiroses, as leishmanioses e a toxoplasmose. São quase duas centenas e constituem a maioria das infecções e parasitoses que afetam homens e animais.
Milhares de cães são mortos por autoridades sanitárias na tentativa de salvaguardar a saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a captura e sacrifício de animais não é uma medida eficaz de controle, pois não atua nas principais causas da questão que é a procriação descontrolada e a irresponsabilidade ou ignorância dos seus donos.
Vítimas de sofrimento e de abandono, em sua grande maioria passam fome, frio, sofrem maus tratos, e padecem de doenças e outras mazelas. Alterar este quadro triste é um grande desafio para a humanidade contemporânea. A maioria das pessoas se sensibiliza com o sofrimento animal, sente dó e compaixão, mas apenas isso. Conviver com os animais é uma dádiva e é provado que melhora nossa qualidade de vida, porém esse convívio passa pelo bom trato e respeito. Pessoas inconseqüentes, dolosas e irresponsáveis não devem possuir animais de companhia.
Alguns quesitos têm de ser observados quando se estabelece esta relação. Primeiro informe-se das características, peculiaridades e necessidades de cada raça ou espécie; dê preferência à adoção, muitos estão à espera de um lar; não os deixe soltos nas ruas; cuide de sua saúde física e psicológica através do médico veterinário e utilize-se da castração, única medida eficaz para frear a procriação descontrolada e, se necessário, eduque-o através do adestramento.
Já se faz imperativo ter em nosso município uma “Casa do animal”, ou melhor, uma Unidade de Controle de Zoonoses que agregue atividades voltadas à fauna sinantrópica e redução da população de animais errantes - através da esterilização programada, educação ambiental, incentivo a posse responsável, registro animal, atendimento médico àqueles de famílias de baixa renda, vacinação anti-rábica permanente, controle e vigilância dos maus tratos aos animais e investigação epidemiológica de enfermidades zoonóticas.
O despertar e a organização de pessoas sensíveis e conscientes em associações vão de encontro à necessidade urgente de ações voltadas ao bem estar humano e animal. E que num futuro bem próximo, a péssima relação que temos com os nossos irmãos menores fiquem nas páginas mofadas da história.
Com o pólo petroquímico vem o crescimento desordenado e o aumento proporcional da quantidade de animais sumariamente excluídos da vida de relação, com reflexos inevitáveis na saúde pública, ambiental e na ética da natureza com seu racismo e especismo. A leishmaniose antes restrita a região Nordeste já aflora na parte desenvolvida do país e o cão é o seu principal reservatório. Zoonoses são enfermidades comuns a homens e animais, muitas bastante perigosas como a raiva, as leptospiroses, as leishmanioses e a toxoplasmose. São quase duas centenas e constituem a maioria das infecções e parasitoses que afetam homens e animais.
Milhares de cães são mortos por autoridades sanitárias na tentativa de salvaguardar a saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a captura e sacrifício de animais não é uma medida eficaz de controle, pois não atua nas principais causas da questão que é a procriação descontrolada e a irresponsabilidade ou ignorância dos seus donos.
Vítimas de sofrimento e de abandono, em sua grande maioria passam fome, frio, sofrem maus tratos, e padecem de doenças e outras mazelas. Alterar este quadro triste é um grande desafio para a humanidade contemporânea. A maioria das pessoas se sensibiliza com o sofrimento animal, sente dó e compaixão, mas apenas isso. Conviver com os animais é uma dádiva e é provado que melhora nossa qualidade de vida, porém esse convívio passa pelo bom trato e respeito. Pessoas inconseqüentes, dolosas e irresponsáveis não devem possuir animais de companhia.
Alguns quesitos têm de ser observados quando se estabelece esta relação. Primeiro informe-se das características, peculiaridades e necessidades de cada raça ou espécie; dê preferência à adoção, muitos estão à espera de um lar; não os deixe soltos nas ruas; cuide de sua saúde física e psicológica através do médico veterinário e utilize-se da castração, única medida eficaz para frear a procriação descontrolada e, se necessário, eduque-o através do adestramento.
Já se faz imperativo ter em nosso município uma “Casa do animal”, ou melhor, uma Unidade de Controle de Zoonoses que agregue atividades voltadas à fauna sinantrópica e redução da população de animais errantes - através da esterilização programada, educação ambiental, incentivo a posse responsável, registro animal, atendimento médico àqueles de famílias de baixa renda, vacinação anti-rábica permanente, controle e vigilância dos maus tratos aos animais e investigação epidemiológica de enfermidades zoonóticas.
O despertar e a organização de pessoas sensíveis e conscientes em associações vão de encontro à necessidade urgente de ações voltadas ao bem estar humano e animal. E que num futuro bem próximo, a péssima relação que temos com os nossos irmãos menores fiquem nas páginas mofadas da história.
sábado, 23 de julho de 2011
Nossos irmãos menores
Jornal Cachoeiras 23 07 2011
Muitas dessas criaturas são submetidas à humilhação e maus tratos, abduzindo o homem da esfera divina. Nas Sagradas Escrituras, a relação com os animais é abordada com profundo respeito e amor. São Francisco de Assis e São Felipe Neri mostraram através deles, o caminho para a evolução, cujo percurso, essencialmente, trilha em eucaristia com os seres viventes criados por Deus.
Os gansos que abastecem o execrável comércio de “joie gras” são entupidos de comida durante três semanas, além de terem os pescoços apertados por uma argola para que não regurgitem, e assim morrerem com seus fígados, uma dezena de vezes maiores do que o tamanho normal, convertidos num patê mórbido, degustado num rito lúgubre, por um seleto grupo aficionado pela “esteatose” induzida naqueles organismos animais.
Frangos padecem enclausurados e muitos são depenados vivos em calda fervente, animais circenses - eternos habitantes das jaulas -, divertem as crianças humanas nos picadeiros dos circos; combates sangrentos de galos, canários e cães, que se digladiam nos coliseus modernos, deleitam muitas almas insanas, e tantas outras espécies animais são desrespeitadas pelo elemento mefistofélico, que caminha com a existência humana.
Em muitas praças, touros sangram até a morte, enrobustecendo os egos sôfregos de turistas ávidos por derramamento de sangue e, nas “ruas de sacrifício” de algumas civilizações orientais, cães são cruelmente surrados até a morte, num anacrônico controle populacional.
Respeitar os entes da Natureza é estar em comunhão com o Divino, é não caminhar na contramão da evolução, é ir de encontro ao firmamento, é respeitar os céus.
Touros, galos, gansos e tanto outras obras do Criador, têm direito à existência plena, ou pelo menos dignidade na hora dos seus sacrifícios. Chegará o tempo em que um ato demente contra nossos irmãos menores será um dolo contra a própria humanidade.
Muitas dessas criaturas são submetidas à humilhação e maus tratos, abduzindo o homem da esfera divina. Nas Sagradas Escrituras, a relação com os animais é abordada com profundo respeito e amor. São Francisco de Assis e São Felipe Neri mostraram através deles, o caminho para a evolução, cujo percurso, essencialmente, trilha em eucaristia com os seres viventes criados por Deus.
Os gansos que abastecem o execrável comércio de “joie gras” são entupidos de comida durante três semanas, além de terem os pescoços apertados por uma argola para que não regurgitem, e assim morrerem com seus fígados, uma dezena de vezes maiores do que o tamanho normal, convertidos num patê mórbido, degustado num rito lúgubre, por um seleto grupo aficionado pela “esteatose” induzida naqueles organismos animais.
Frangos padecem enclausurados e muitos são depenados vivos em calda fervente, animais circenses - eternos habitantes das jaulas -, divertem as crianças humanas nos picadeiros dos circos; combates sangrentos de galos, canários e cães, que se digladiam nos coliseus modernos, deleitam muitas almas insanas, e tantas outras espécies animais são desrespeitadas pelo elemento mefistofélico, que caminha com a existência humana.
Em muitas praças, touros sangram até a morte, enrobustecendo os egos sôfregos de turistas ávidos por derramamento de sangue e, nas “ruas de sacrifício” de algumas civilizações orientais, cães são cruelmente surrados até a morte, num anacrônico controle populacional.
Respeitar os entes da Natureza é estar em comunhão com o Divino, é não caminhar na contramão da evolução, é ir de encontro ao firmamento, é respeitar os céus.
Touros, galos, gansos e tanto outras obras do Criador, têm direito à existência plena, ou pelo menos dignidade na hora dos seus sacrifícios. Chegará o tempo em que um ato demente contra nossos irmãos menores será um dolo contra a própria humanidade.
domingo, 17 de julho de 2011
Os cavalos de Elberfeld
Jornal Cachoeiras 16 07 2011
Os célebres cavalos Muhamed e Zarif deixaram a sociedade parisiense atônita no inicio do século XX, quando através de um alfabeto convencional conversavam com o seu dono, rico comerciante de Elberfeld, distrito de Wuppertal, na Alemanha; além de executarem difíceis cálculos matemáticos, inclusive raízes quadradas e cúbicas. Na época o Dr. Claparède, da Universidade de Genebra, qualificou o episódio como "o mais sensacional acontecimento jamais visto na Psicologia".
Alguns animais possuem elevado grau de inteligência e sensibilidade. Conseguem intuir nossos sentimentos, ou melhor, sentem o contexto emocional deles proveniente. Falsidade, ansiedade, ódio, afeto, tristeza, alegria, amor, e mentira podem não passar imperceptíveis. Um exemplo é a cadela “Lola” que conseguia notar através do odor, o estado d’alma do seu interlocutor, e da mula do profeta venal Balaão, que temendo a flamejante espada de um Anjo, empacou. Antes de se manifestar a Balaão, o Querubim quis tornar-se visível ao animal. Há quem diga que enxergam os espíritos e se assustam quando estes são mal intencionados.
De nada adianta agrados e palavras suaves com o intuito de persuadi-los, eles conseguem ver o que há por de traz da máscara humana. Devemos estar atentos a qualquer pessoa que seja encarada com desconfiança por um animal, dificilmente estarão equivocados em seu julgamento.
Em felinos a clarividência, a clariaudiência e a claripercepção são bem pronunciadas. Não é incomum observarmos estes animais extasiados, olhando para algo que não vemos. E também não é infreqüente cavalos que se recusam a transpor determinados obstáculos aparentemente invisíveis.
Cães que morrem após o falecimento do seu dono, baleias que se atiram nas areias da costa atlântica, insetos que impelidos por um irresistível fototropismo positivo e perecem torrados nas lâmpadas incandescentes, reforçam a crença de suicídio nos animais. Não está bem claro, se neles existe o “desejo” desta depressão reativa, já que não pensam na morte, diametralmente, e nem poderiam se matar com seus próprios meios. Mesmo não tendo uma idéia exata do morrer, talvez consigam através de um estado transcendental vislumbrar o “deixar de viver”.
Muitos conhecimentos relacionados à “psique animal” foram apagados durante a inquisição, no papado de Gregório IX, com a aniquilação dos que detinham importantes conhecimentos, como os feiticeiros, bruxas e videntes. Na Grécia Antiga, importantes filósofos viviam à margem da sociedade e muito do que sabiam a respeito do zoopsiquismo, não chegou até nós. Só agora, a poeira que encobre as filosofias pré-cristãs, está sendo espanada e os conhecimentos dos hereges e profanadores voltando à luz do conhecimento.
Os célebres cavalos Muhamed e Zarif deixaram a sociedade parisiense atônita no inicio do século XX, quando através de um alfabeto convencional conversavam com o seu dono, rico comerciante de Elberfeld, distrito de Wuppertal, na Alemanha; além de executarem difíceis cálculos matemáticos, inclusive raízes quadradas e cúbicas. Na época o Dr. Claparède, da Universidade de Genebra, qualificou o episódio como "o mais sensacional acontecimento jamais visto na Psicologia".
Alguns animais possuem elevado grau de inteligência e sensibilidade. Conseguem intuir nossos sentimentos, ou melhor, sentem o contexto emocional deles proveniente. Falsidade, ansiedade, ódio, afeto, tristeza, alegria, amor, e mentira podem não passar imperceptíveis. Um exemplo é a cadela “Lola” que conseguia notar através do odor, o estado d’alma do seu interlocutor, e da mula do profeta venal Balaão, que temendo a flamejante espada de um Anjo, empacou. Antes de se manifestar a Balaão, o Querubim quis tornar-se visível ao animal. Há quem diga que enxergam os espíritos e se assustam quando estes são mal intencionados.
De nada adianta agrados e palavras suaves com o intuito de persuadi-los, eles conseguem ver o que há por de traz da máscara humana. Devemos estar atentos a qualquer pessoa que seja encarada com desconfiança por um animal, dificilmente estarão equivocados em seu julgamento.
Em felinos a clarividência, a clariaudiência e a claripercepção são bem pronunciadas. Não é incomum observarmos estes animais extasiados, olhando para algo que não vemos. E também não é infreqüente cavalos que se recusam a transpor determinados obstáculos aparentemente invisíveis.
Cães que morrem após o falecimento do seu dono, baleias que se atiram nas areias da costa atlântica, insetos que impelidos por um irresistível fototropismo positivo e perecem torrados nas lâmpadas incandescentes, reforçam a crença de suicídio nos animais. Não está bem claro, se neles existe o “desejo” desta depressão reativa, já que não pensam na morte, diametralmente, e nem poderiam se matar com seus próprios meios. Mesmo não tendo uma idéia exata do morrer, talvez consigam através de um estado transcendental vislumbrar o “deixar de viver”.
Muitos conhecimentos relacionados à “psique animal” foram apagados durante a inquisição, no papado de Gregório IX, com a aniquilação dos que detinham importantes conhecimentos, como os feiticeiros, bruxas e videntes. Na Grécia Antiga, importantes filósofos viviam à margem da sociedade e muito do que sabiam a respeito do zoopsiquismo, não chegou até nós. Só agora, a poeira que encobre as filosofias pré-cristãs, está sendo espanada e os conhecimentos dos hereges e profanadores voltando à luz do conhecimento.
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