Jornal Cachoeiras 30 10 2010
Estamos em desvantagem na luta travada contra os microorganismos, as bactérias tomaram à dianteira causando temor na humanidade. Desde advento da penicilina pelo escocês Alexander Fleming a batalha contra esses seres primitivos é alternada com avanços e recuos em ambas as frentes. Existem bactérias que despistam os antibióticos mudando sua conformação, o produto penetra em seu organismo, mas não encontram o seu alvo e há as que produzem enzimas que detonam com o medicamento administrado.
As bactérias resistentes normalmente aparecem em locais onde circulam mais os antibióticos como os hospitais, pondo em riscos os mais debilitados. O que assusta é seu aparecimento fora deste ambiente.
Na década de 80 algumas cepas resistentes surgiram na Alemanha; produzindo uma única enzima que vencia vários antibióticos ao mesmo tempo. A parte do DNA que comandava esta produção se duplicava e, o mais preocupante, era transmitido para outros tipos de bactérias. Nos anos noventa estes microorganismos resistentes se espalharam pelo mundo e hoje estão presentes inclusive em nossos hospitais.
Alguns acreditam que a era da antibioticoterapia está com os dias contados e novas drogas hão de ser compendiadas para que essa batalha, ainda não definida, continue. O Stafilococos já deixou pra traz quase duas centenas delas e hoje reina nos hospitais com os Enterococos, Pneumococos e as gram negativas Pseudomonas, Escherichia, Enterobacter e a super Klebsiella pneomoniae carbapenemase (KPC).
A utilização de antibacterianos tem de ser revista e normatizada pra que a guerra contra os microorganismos siga em equilíbrio. O uso não regulado destes produtos tem contribuído para o aparecimento de cepas bacterianas mais mortíferas.
O ingresso de antibióticos no nosso organismo, além da cominação racional, vem de várias maneiras: automedicação, prescrição inoportuna e ingestão de frangos, carne e outros produtos impregnados desses agentes. Estes animais recebem 30 vezes mais antibióticos do que os humanos.
Na verdade abusamos da parafernália farmacológica e menosprezamos o poderoso exército invisível que é encontrado nos mais recônditos lugares do planeta.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Escolhendo um filhote
Jornal Cachoeiras 23 10 2010
O estilo de vida tem de ser levado em conta na escolha de um filhote. Se você tem uma vida livre voltada a prática de esportes se adaptará melhor com o Fox terrier, Dinamarques, Dachshund, Boxer, Collie, Border ou Husky. Se sedentário opte pelo Pequinês, Golden retriever, Pug e Yorkshire. Para crianças é melhor o Poodle, Pirineu, Beagle e Labrador e pra sua segurança o Dobernann, Rottweiler, Starfordshire e Pit bull.
Ter um animal emocionalmente equilibrado e esbanjando saúde tem início na escolha do filhote, evite adquirir animais medrosos, tristes, tímidos e acanhados.
É importante conhecer sua ancestralidade. Displasia coxofemoral, oclusões dentárias, sarna demodécica, testículo incluso e personalidade inadequada podem ter uma gênese genética.
Na infância é onde acontece sua formação psicológica e a construção de sua personalidade, qualquer interferência ruinosa neste período ocasionará reflexos indesejáveis no futuro. Agressividade descontrolada, taras, fobias e inadequação ao meio familiar podem ser fruto de uma formação desequilibrada, resultante de violências físicas, confinamentos perpétuos e outros desvios atrozes.
Sob o ponto de vista médico veterinário medidas têm de ser adotadas em prol de uma boa saúde. Pulgas, carrapatos, sarnas, moscas e outros parasitas, por razões obvias, têm de estarem permanentemente sob controle, assim como os vermes intestinais.
Algumas enfermidades como a cinomose e parvovirose têm maior prevalência durante o período de crescimento, onde ainda não há uma eficaz barreira imunológica que é adquirida com anticorpos formados a partir da vacinação. É importante um bom programa de imunização instituído pelo médico veterinário de sua confiança.
Uma alimentação racional, equilibrada, rica em proteínas de boa qualidade, vitaminas, minerais e pobre em fibras é de vital importância para um bom desenvolvimento. Hoje o mercado alimentício animal dispões de boas rações.
Evite a alimentação emocional, nem tudo que é bom para o nosso organismo será bom para o seu animal.
O estilo de vida tem de ser levado em conta na escolha de um filhote. Se você tem uma vida livre voltada a prática de esportes se adaptará melhor com o Fox terrier, Dinamarques, Dachshund, Boxer, Collie, Border ou Husky. Se sedentário opte pelo Pequinês, Golden retriever, Pug e Yorkshire. Para crianças é melhor o Poodle, Pirineu, Beagle e Labrador e pra sua segurança o Dobernann, Rottweiler, Starfordshire e Pit bull.
Ter um animal emocionalmente equilibrado e esbanjando saúde tem início na escolha do filhote, evite adquirir animais medrosos, tristes, tímidos e acanhados.
É importante conhecer sua ancestralidade. Displasia coxofemoral, oclusões dentárias, sarna demodécica, testículo incluso e personalidade inadequada podem ter uma gênese genética.
Na infância é onde acontece sua formação psicológica e a construção de sua personalidade, qualquer interferência ruinosa neste período ocasionará reflexos indesejáveis no futuro. Agressividade descontrolada, taras, fobias e inadequação ao meio familiar podem ser fruto de uma formação desequilibrada, resultante de violências físicas, confinamentos perpétuos e outros desvios atrozes.
Sob o ponto de vista médico veterinário medidas têm de ser adotadas em prol de uma boa saúde. Pulgas, carrapatos, sarnas, moscas e outros parasitas, por razões obvias, têm de estarem permanentemente sob controle, assim como os vermes intestinais.
Algumas enfermidades como a cinomose e parvovirose têm maior prevalência durante o período de crescimento, onde ainda não há uma eficaz barreira imunológica que é adquirida com anticorpos formados a partir da vacinação. É importante um bom programa de imunização instituído pelo médico veterinário de sua confiança.
Uma alimentação racional, equilibrada, rica em proteínas de boa qualidade, vitaminas, minerais e pobre em fibras é de vital importância para um bom desenvolvimento. Hoje o mercado alimentício animal dispões de boas rações.
Evite a alimentação emocional, nem tudo que é bom para o nosso organismo será bom para o seu animal.
sábado, 16 de outubro de 2010
Cães na terceira idade
Jornal Cachoeiras 16 10 2010
Um “pequinês” com seis anos ainda é relativamente novo, um “fila” a partir desta idade começa a sofrer os efeitos do tempo. As raças menores vivem mais que as maiores.
Com a idade as articulações não são as mesmas e sofrem com as artrites, artroses, hérnias de disco e calcificações. O coração bate cansado e as alterações valvulares já se fazem notar com a tosse e o cansaço. Tumores invadem os órgãos e alguns com características malignas, na fêmea o mais comum é o mamário.
Os rins não filtram como antes e as impurezas e toxinas já não conseguem deixar o corpo através da urina, sobrecarregando e intoxicando o organismo do animal. É a insuficiência renal e a temida uremia.
A placa bacteriana enfraquece a raiz do dente provocando sua queda, além de gerar mau hálito, reduzir o apetite e inflamar as gengivas. A gengivite é uma porta de entrada para bactérias patogênicas infeccionar o organismo, pondo em risco o coração com a temida endocardite bacteriana.
Quando a velhice chega, cuidados com a saúde são imprescindíveis. Prevenir a obesidade, remover os tártaros, praticar exercícios físicos moderados e visitar o veterinário regularmente aumentam a longevidade com melhor qualidade de vida.
Catarata, doença vestibular, insuficiência cardíaca, doença renal crônica, alterações articulares e distúrbios glandulares têm relação com a senilidade.
Nunca esqueça que quanto mais idoso, mais o nosso melhor amigo precisa dos nossos cuidados.
Um “pequinês” com seis anos ainda é relativamente novo, um “fila” a partir desta idade começa a sofrer os efeitos do tempo. As raças menores vivem mais que as maiores.
Com a idade as articulações não são as mesmas e sofrem com as artrites, artroses, hérnias de disco e calcificações. O coração bate cansado e as alterações valvulares já se fazem notar com a tosse e o cansaço. Tumores invadem os órgãos e alguns com características malignas, na fêmea o mais comum é o mamário.
Os rins não filtram como antes e as impurezas e toxinas já não conseguem deixar o corpo através da urina, sobrecarregando e intoxicando o organismo do animal. É a insuficiência renal e a temida uremia.
A placa bacteriana enfraquece a raiz do dente provocando sua queda, além de gerar mau hálito, reduzir o apetite e inflamar as gengivas. A gengivite é uma porta de entrada para bactérias patogênicas infeccionar o organismo, pondo em risco o coração com a temida endocardite bacteriana.
Quando a velhice chega, cuidados com a saúde são imprescindíveis. Prevenir a obesidade, remover os tártaros, praticar exercícios físicos moderados e visitar o veterinário regularmente aumentam a longevidade com melhor qualidade de vida.
Catarata, doença vestibular, insuficiência cardíaca, doença renal crônica, alterações articulares e distúrbios glandulares têm relação com a senilidade.
Nunca esqueça que quanto mais idoso, mais o nosso melhor amigo precisa dos nossos cuidados.
sábado, 2 de outubro de 2010
A água que mata
Jornal Cachoeiras 01 10 2010
A água que mata a sede também mata com suas poluições e contaminações, sem falar das mortandades decorrentes dos desastres hidrometeorológicos. No próximo século será a vez da escassez também matar.
Grande parte dos 0,6 % disponíveis para utilização está inadequada. Do que resta uma boa parcela é impotável e assola com seus agravos grande parte da humanidade, principalmente nos países pobres.
A água sofre contaminação orgânica através dos biodegradáveis oriundos da prática agrícola; da contaminação química pelo clorados orgânicos e metais pesados; e da contaminação biológica pelos microorganismos.
As verminoses, a amebíase, a febre tifóide, as leptospiroses, a hepatite e a cólera ainda matam populações nas nações excluídas. Segundo a OMS a cada vinte segundos uma criança menor de cinco anos morre por enfermidade diarréica. No Brasil são mais de três milhões de famílias sem água tratada, a mercê das conseqüências decorrentes da sua não potabilidade.
Cada um de nós consome 300 mil litros/ano, dos quais a metade é desperdiçada. Só com o banho jogamos fora vinte mil.
China, Índia, África e Oriente médio já sentem o problema da falta d’água. No próximo século as guerras, hoje políticas e pelo domínio do petróleo, serão motivadas pela água.
O desperdício é um grande aliado da futura escassez, junto à poluição e contaminação. Atitudes simples como evitar vazamentos, adotar banho racional, não “varrer” o quintal com água, e não lavar o carro e a calçada com mangueira ajuda na sua preservação.
É obrigação do estado fornecer água adequada para o consumo. Proteger essa substância formada pelos dois gases, hidrogênio e oxigênio, é dever jurídico de cada cidadão.
Para sua segurança só consuma água de procedência confiável e não a deixe parada por aí, o Aedes aegypti está a caminho.
A água que mata a sede também mata com suas poluições e contaminações, sem falar das mortandades decorrentes dos desastres hidrometeorológicos. No próximo século será a vez da escassez também matar.
Grande parte dos 0,6 % disponíveis para utilização está inadequada. Do que resta uma boa parcela é impotável e assola com seus agravos grande parte da humanidade, principalmente nos países pobres.
A água sofre contaminação orgânica através dos biodegradáveis oriundos da prática agrícola; da contaminação química pelo clorados orgânicos e metais pesados; e da contaminação biológica pelos microorganismos.
As verminoses, a amebíase, a febre tifóide, as leptospiroses, a hepatite e a cólera ainda matam populações nas nações excluídas. Segundo a OMS a cada vinte segundos uma criança menor de cinco anos morre por enfermidade diarréica. No Brasil são mais de três milhões de famílias sem água tratada, a mercê das conseqüências decorrentes da sua não potabilidade.
Cada um de nós consome 300 mil litros/ano, dos quais a metade é desperdiçada. Só com o banho jogamos fora vinte mil.
China, Índia, África e Oriente médio já sentem o problema da falta d’água. No próximo século as guerras, hoje políticas e pelo domínio do petróleo, serão motivadas pela água.
O desperdício é um grande aliado da futura escassez, junto à poluição e contaminação. Atitudes simples como evitar vazamentos, adotar banho racional, não “varrer” o quintal com água, e não lavar o carro e a calçada com mangueira ajuda na sua preservação.
É obrigação do estado fornecer água adequada para o consumo. Proteger essa substância formada pelos dois gases, hidrogênio e oxigênio, é dever jurídico de cada cidadão.
Para sua segurança só consuma água de procedência confiável e não a deixe parada por aí, o Aedes aegypti está a caminho.
sábado, 25 de setembro de 2010
A asma e o gato
Jornal Cachoeiras 25 09 2010
Os gatos são ágeis, surpreendentes, independentes e bastante misteriosos. São tidos como os maiores predadores, pela forma, sagacidade e diversidade de vítimas que predam.
O Miacis é o seu ancestral, como de outros felinos e cães. Uma de suas ramificações deu origem ao primeiro gato, o prociluris, até chegar ao Felis lunensis, pai dos atuais gatos selvagens.
Esses felinos são bastante excêntricos, alguns adultos e nunca os filhotes, aprecia o “catnip”, uma erva que possui uma substância oleosa denominada hepetalactone, que lhes proporciona um estado de semiêxtase e euforia. Este óleo entra na confecção de muitos produtos e brinquedos de gatos, também é utilizado no reumatismo e como repelente de insetos.
Possuem o hábito de afiar as unhas em sofás, árvores e outros objetos. É uma forma de manter suas garras em dia e delimitar seu território.
Seus olhos brilham no escuro devido ao tapetum lucidum, uma camada de células especializadas localizada por detrás da retina, que reflete a luz através de suas pupilas dilatadas, acentuando sua visão noturna.
Existem várias teorias que explicam o ronronar, vocalização de baixo timbre audível a curta distância emitida geralmente quando o gato está feliz ou relaxado. Desde a passagem do ar pelas falsas cordas vocais e vibração das vizinhas pregas vestibulares até a passagem do sangue pela artéria aorta, resultando num ruído turbulento amplificado no seu diafragma. Atualmente acredita-se ser produzido por impulsos rítmicos da laringe. Sabe-se que o ronronar libera endorfinas levando o animal a uma sensação momentânea de felicidade e bem estar.
Os gatos não transmitem asma como muitos pensam. Uma proteína contida em sua saliva que fica na pelagem com a lambedura, se aspirada, desencadeia crises nos asmáticos. Banhos regulares diminuem a concentração desta substância nos pêlos, tornando-os menos incômodos. Crianças que convivem com os gatos desde a tenra infância podem desenvolver imunidade a esse alérgeno.
A propósito, os gatos devem ser vacinados anualmente contra a panleucopenia, clamidiose, calicivirose, rinotraqueíte e raiva.
Os gatos são ágeis, surpreendentes, independentes e bastante misteriosos. São tidos como os maiores predadores, pela forma, sagacidade e diversidade de vítimas que predam.
O Miacis é o seu ancestral, como de outros felinos e cães. Uma de suas ramificações deu origem ao primeiro gato, o prociluris, até chegar ao Felis lunensis, pai dos atuais gatos selvagens.
Esses felinos são bastante excêntricos, alguns adultos e nunca os filhotes, aprecia o “catnip”, uma erva que possui uma substância oleosa denominada hepetalactone, que lhes proporciona um estado de semiêxtase e euforia. Este óleo entra na confecção de muitos produtos e brinquedos de gatos, também é utilizado no reumatismo e como repelente de insetos.
Possuem o hábito de afiar as unhas em sofás, árvores e outros objetos. É uma forma de manter suas garras em dia e delimitar seu território.
Seus olhos brilham no escuro devido ao tapetum lucidum, uma camada de células especializadas localizada por detrás da retina, que reflete a luz através de suas pupilas dilatadas, acentuando sua visão noturna.
Existem várias teorias que explicam o ronronar, vocalização de baixo timbre audível a curta distância emitida geralmente quando o gato está feliz ou relaxado. Desde a passagem do ar pelas falsas cordas vocais e vibração das vizinhas pregas vestibulares até a passagem do sangue pela artéria aorta, resultando num ruído turbulento amplificado no seu diafragma. Atualmente acredita-se ser produzido por impulsos rítmicos da laringe. Sabe-se que o ronronar libera endorfinas levando o animal a uma sensação momentânea de felicidade e bem estar.
Os gatos não transmitem asma como muitos pensam. Uma proteína contida em sua saliva que fica na pelagem com a lambedura, se aspirada, desencadeia crises nos asmáticos. Banhos regulares diminuem a concentração desta substância nos pêlos, tornando-os menos incômodos. Crianças que convivem com os gatos desde a tenra infância podem desenvolver imunidade a esse alérgeno.
A propósito, os gatos devem ser vacinados anualmente contra a panleucopenia, clamidiose, calicivirose, rinotraqueíte e raiva.
sábado, 18 de setembro de 2010
Paz, amor e problemas
Jornal Cachoeiras 18 09 2010
“... Mas aos pombais as pombas voltam, e os sonhos aos corações não voltam mais.”
Esta analogia do parnaso Raimundo Correia, faz-me lembrar do dedicado professor Marcos, que lecionava português no Ginásio Anacleto de Queiroz da Cachoeiras dos anos 60.
Uma pomba simboliza a paz, duas o amor e mais, grandes problemas. O pombo foi introduzido no país por volta de 1606 através de navios oriundos do continente europeu, principalmente da costa da Inglaterra e Portugal. Encontraram nas cidades farta alimentação, abrigáveis condições arquitetônicas parecidas com o habitat rochoso de seus ancestrais do Velho Mundo, e a hospitalidade do brasileiro ao exótico.
Anualmente a Columba liva gera seis ninhadas de dois ovos chocados em 18 dias. Seus predadores naturais são as aves de rapina que, em pequeno número nas áreas urbanas, nem chegam a ameaçá-los. Em aeroportos são empregados falcões no seu controle já que é uma ameaça à segurança dos vôos.
Essa ave Columbidae alberga organismos e vetores de enfermidades comuns ao homem, como a histoplasmose, criptococose, toxoplasmose, ornitose, salmonelose e piolhos, que abrigam a bactéria Rickéttsia, responsável pelo “tifo epidérmico” em humanos. Quando os pombos são expulsos, os famintos ácaros hematófagos saem sedentos à procura de sangue humano para o seu repasto.
Os pombos não só transmitem enfermidades, como também causam danos materiais, entupindo ralos, calhas e corroendo metais, madeiras, pedras e superfícies das edificações devido à acidez dos excrementos.
Existem vários métodos de controle, que vão desde a utilização de barreira física, inclinação de superfície de pouso, pombais de reprodução controlada, assustadores auditivos e visuais, uso de repelentes e emprego de anticoncepcional. Obtêm-se melhores resultados com a integração de métodos.
Segundo o Artigo 20, parágrafo XXX da Lei Ambiental 9605/98, os pombos são animais domésticos, matá-los ou causar-lhes danos físicos é passível de pena de reclusão inafiançável de até cinco anos. Daí a importância da inclusão da educação sanitária nas atividades de controle voltada a não alimentá-los, já que a oferta de alimentos é diretamente proporcional ao seu aumento populacional.
Ronaldo Rocha
“... Mas aos pombais as pombas voltam, e os sonhos aos corações não voltam mais.”
Esta analogia do parnaso Raimundo Correia, faz-me lembrar do dedicado professor Marcos, que lecionava português no Ginásio Anacleto de Queiroz da Cachoeiras dos anos 60.
Uma pomba simboliza a paz, duas o amor e mais, grandes problemas. O pombo foi introduzido no país por volta de 1606 através de navios oriundos do continente europeu, principalmente da costa da Inglaterra e Portugal. Encontraram nas cidades farta alimentação, abrigáveis condições arquitetônicas parecidas com o habitat rochoso de seus ancestrais do Velho Mundo, e a hospitalidade do brasileiro ao exótico.
Anualmente a Columba liva gera seis ninhadas de dois ovos chocados em 18 dias. Seus predadores naturais são as aves de rapina que, em pequeno número nas áreas urbanas, nem chegam a ameaçá-los. Em aeroportos são empregados falcões no seu controle já que é uma ameaça à segurança dos vôos.
Essa ave Columbidae alberga organismos e vetores de enfermidades comuns ao homem, como a histoplasmose, criptococose, toxoplasmose, ornitose, salmonelose e piolhos, que abrigam a bactéria Rickéttsia, responsável pelo “tifo epidérmico” em humanos. Quando os pombos são expulsos, os famintos ácaros hematófagos saem sedentos à procura de sangue humano para o seu repasto.
Os pombos não só transmitem enfermidades, como também causam danos materiais, entupindo ralos, calhas e corroendo metais, madeiras, pedras e superfícies das edificações devido à acidez dos excrementos.
Existem vários métodos de controle, que vão desde a utilização de barreira física, inclinação de superfície de pouso, pombais de reprodução controlada, assustadores auditivos e visuais, uso de repelentes e emprego de anticoncepcional. Obtêm-se melhores resultados com a integração de métodos.
Segundo o Artigo 20, parágrafo XXX da Lei Ambiental 9605/98, os pombos são animais domésticos, matá-los ou causar-lhes danos físicos é passível de pena de reclusão inafiançável de até cinco anos. Daí a importância da inclusão da educação sanitária nas atividades de controle voltada a não alimentá-los, já que a oferta de alimentos é diretamente proporcional ao seu aumento populacional.
Ronaldo Rocha
sábado, 11 de setembro de 2010
Do vilão Drácula ao herói Batman
Jornal Cachoeiras 11 09 2010
Associados à noite, à natureza proibida e metamorfoseados no vilão Drácula e no herói Batman, esses únicos mamíferos voadores dividem com sanguessugas, carrapatos, pulgas, barbeiros, percevejos, tentilhões vampiros, candirus, piranhas e fêmeas de mosquito o gosto pelo rubro néctar da vida que corre nas veias, vênulas, artérias e arteríolas dos animais de sangue quente.
Todas as noites colônias de morcegos saem de seus abrigos a procura de alimento. A maioria, das mais de mil espécies, é onívora, insetívora, folívora, ranívora, carnívora, nectarívora, melinívora, polinívora, piscívora, frugívora e apenas três se alimentam de sangue, o comum Desmodus rotundus, o de perna peluda Diphylla ecaudata e o de asa branca Diaemus youngi, encontrados somente no sul do México, nas Ilhas Caribenhas e no continente sul americano.
Esses alados mamíferos hematófagos possuem afiadíssimos dentes cortantes. Localizam vasos sanguíneos na pele de sua vítima através da termorrecepçcão, evitando com isto despertar a vítima com mordida desnecessária que é superficial e quase indolor. O sangue incoagulável que flui do vaso rompido é lambido, e não sorvido como muitos pensam. O morcego vampiro volta sedento ao local ferido a cada dois a três dias podendo provocar anemia, infecção na pele e miíase (bicheira), e são transmissores da temível raiva principalmente nos herbívoros.
Não mate indiscriminadamente os quirópteros, pois muitas espécies fazem parte da cadeia alimentar, vital para a saúde do meio ambiente. Os que se alimentam de frutas podem dispersar mais de 500 sementes em uma única noite e são os maiores polinizadores de bananais nas matas nativas. Os insetívoros ingerem por dia aproximadamente quase metade do seu peso em insetos. Deve-se ter cuidado para não eliminar as espécies inócuas que compartilham com os vampiros os abrigos em baixo de pontes, grutas, telhados, cavernas, túneis ou casas abandonadas. A mordida em humanos é rara e quando acontecem os locais preferidos são os espaços interdigitais das mãos e dos pés, pescoço, orelhas, braços e pernas.
Em suas fezes dessecadas pode ocorrer desenvolvimento do fungo que causa a histoplasmose. Para evitar a absorção do esporo do Histoplasma capsulatum deve-se usar proteção na boca e nariz sempre que entrar em seus abrigos.
As substâncias vampiricidas só devem ser utilizadas por pessoal treinado. Impedir através da vedação o acesso aos forros e sótãos e utilizar luminosidade e produtos repelentes são maneiras de evitar a concentração desses animais.
Em caso de acidente com morcegos procure cuidado médico.
Associados à noite, à natureza proibida e metamorfoseados no vilão Drácula e no herói Batman, esses únicos mamíferos voadores dividem com sanguessugas, carrapatos, pulgas, barbeiros, percevejos, tentilhões vampiros, candirus, piranhas e fêmeas de mosquito o gosto pelo rubro néctar da vida que corre nas veias, vênulas, artérias e arteríolas dos animais de sangue quente.
Todas as noites colônias de morcegos saem de seus abrigos a procura de alimento. A maioria, das mais de mil espécies, é onívora, insetívora, folívora, ranívora, carnívora, nectarívora, melinívora, polinívora, piscívora, frugívora e apenas três se alimentam de sangue, o comum Desmodus rotundus, o de perna peluda Diphylla ecaudata e o de asa branca Diaemus youngi, encontrados somente no sul do México, nas Ilhas Caribenhas e no continente sul americano.
Esses alados mamíferos hematófagos possuem afiadíssimos dentes cortantes. Localizam vasos sanguíneos na pele de sua vítima através da termorrecepçcão, evitando com isto despertar a vítima com mordida desnecessária que é superficial e quase indolor. O sangue incoagulável que flui do vaso rompido é lambido, e não sorvido como muitos pensam. O morcego vampiro volta sedento ao local ferido a cada dois a três dias podendo provocar anemia, infecção na pele e miíase (bicheira), e são transmissores da temível raiva principalmente nos herbívoros.
Não mate indiscriminadamente os quirópteros, pois muitas espécies fazem parte da cadeia alimentar, vital para a saúde do meio ambiente. Os que se alimentam de frutas podem dispersar mais de 500 sementes em uma única noite e são os maiores polinizadores de bananais nas matas nativas. Os insetívoros ingerem por dia aproximadamente quase metade do seu peso em insetos. Deve-se ter cuidado para não eliminar as espécies inócuas que compartilham com os vampiros os abrigos em baixo de pontes, grutas, telhados, cavernas, túneis ou casas abandonadas. A mordida em humanos é rara e quando acontecem os locais preferidos são os espaços interdigitais das mãos e dos pés, pescoço, orelhas, braços e pernas.
Em suas fezes dessecadas pode ocorrer desenvolvimento do fungo que causa a histoplasmose. Para evitar a absorção do esporo do Histoplasma capsulatum deve-se usar proteção na boca e nariz sempre que entrar em seus abrigos.
As substâncias vampiricidas só devem ser utilizadas por pessoal treinado. Impedir através da vedação o acesso aos forros e sótãos e utilizar luminosidade e produtos repelentes são maneiras de evitar a concentração desses animais.
Em caso de acidente com morcegos procure cuidado médico.
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